sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Jobim critica decisão dos EUA de controlar o aeroporto de Porto Príncipe


Ao desembarcar hoje de madrugada em Brasília, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou a decisão dos EUA de controlar o aeroporto de Porto Príncipe (Haiti).

Segundo Jobim, o Brasil vai continuar comandando a operação de resgate de mortos e feridos. "Não dá para se pensar em fazer assistencialismo unilateral. Tem que fazer assistencialismo multilateral. Evidentemente que o Brasil vai continuar comandando a operação. O problema da ação norte-americana é que foi uma decisão unilateral norte-americana", declarou.

Jobim chegou às 3h30 em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) com outras autoridades que foram vistoriar o cenário da tragédia. No avião, veio junto o corpo de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que morreu no terremoto.

Jobim disse que falar em desaparecidos no momento é "eufemismo". "Evidente que nesse momento, a palavra desaparecido funciona como um eufemismo", declarou.

O ministro afirmou que o número dois da Minustah, o brasileiro Luiz Carlos da Costa está morto, embora não tenha sido encontrado ainda seu corpo. "Ele está naquele hotel em que funcionava a Minustah. Estão todos soterrados", declarou.

Segundo o ministro, há 17 brasileiros mortos já identificados, dos quais 14 militares. Mas ele não soube precisar seus nomes. Outros quatro militares estão desaparecidos.

Os corpos deverão chegar ao Brasil no fim de semana. As famílias receberão indenizações.

Um dos principais problemas, para o ministro, é a segurança na capital do Haiti. "Nesse momento não existe problema de segurança. Mas no momento em que os haitiano começarem a sentir sede e fome, poderá haver distúrbios".

Para ajudar a conter a violência, o Brasil está enviando armas não-letais ao país. O ministro descartou, por enquanto, o envio de mais tropas de combate, além do pessoal militar especializado em ajuda humanitária.

O ministro afirmou que as tropas que deveriam estar já de volta ao Brasil ficarão por mais oito dias. "É preciso gente nova, porque muitos dos militares que estão lá estão muito abalados", declarou.

O corpo de Zilda Arns chegou em caixão parafusado, segundo seu sobrinho, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), que também integrou a comitiva. Após ser desembarcado, ele seguiu para uma funerária de Brasília para ser preparado para o enterro, que deve ocorrer amanhã em Curitiba.

Junto no avião também veio a irmã Rosangela Altoé, que trabalhava com Zilda Arns na Pastoral da Criança. Muito abalada e com um ferimento na mão esquerda, ela relatou que estava a cinco metros de Arns quando houve o desabamento do prédio em que estavam.

"Ela [Zilda] já saía do local quando ocorreu o terremoto. Foi por uma questão de minutos que ela não se salvou", disse.

Fonte: Folha

Nota do Blog: Eu concordo com o Jobim, deve haver uma cooperação entre os Estados na assistência ao Haiti, e não cada uma fazer o que acha que deve e passar por cima dos outros envolvidos neste esforço para salvar vidas naquele estado pobre e devastado.
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1 comentários:

  1. Acho que os EUA tem melhores condições de dar suporte ao Haiti,a nossa é quase enganação.

    Que fique assim,os EUA esta mais preparadoque nós.Que pare a briguinha de colegial e deixe seguir o que é melhor para aquele país.

    []'s

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