quarta-feira, 11 de julho de 2018

O Chile esta próximo do F-35A ?

É notável o alarde que a publicação de artigos em mídias distintas sobre uma provável disponibilidade dos EUA em fornecer ao Chile seu novo caça de quinta geração, o F-35A. Toda especulação surgiu tendo como base a presença de dois exemplares do F-35A na edição deste ano da FIDAE, onde uma aeronave realizou apresentações em voo, enquanto a outra esteve em exibição estática. Além desse fato, o que por si não justificaria tal alarde, havia a presença também do F-22, outra aeronave de primeira linha da USAF, a qual diferente dos F-35A retornaram aos EUA após o término do evento.

Segundo alegam determinadas fontes, a dupla de F-35A teria permanecido no Chile por pelo menos 15 dias,onde estiveram "baseados" em instalações chilenas com fins não divulgados. Para bom entendedor "um pingo é letra", como diz o dito popular, mas há outros pontos que podem corroborar para as especulações de que o Chile estaria avaliando uma hipotética aquisição futura do caça de quinta geração. Durante a FIDAE 2018, foi notório o movimento de autoridades chilenas no stand da Lockheed Martin, em especial o comandante da FACh e o comandante do Comando Logístico da força.

O Chile é um tradicional cliente da industria aeronáutica norte americana, em especial da Lockheed Martin, sendo o maior operador de aeronaves da família F-16 na América Latina, contando com uma frota mista das variante F-16 A/B MLU e F-16 C/D Block 50, além de ainda operar alguns vetustos F-5E/F Tiger III, estes últimos devem dar baixa dentro dos próximos anos.

Como uma importante aliada norte americana no continente, apresentando alinhamento político com Washington, não seria de se estranhar se nos meados da próxima década o Chile realizar a aquisição de algumas aeronaves F-35A junto aos EUA.

Conforme o site Poder Aéreo destacou em sua abordagem sobre a questão envolvendo o Chile e a possibilidade de futura aquisição do F-35A por aquela nação, a expectativa do mercado é de que, a partir de 2019 o F-35A possa ser comercializado pelo valor unitário de 85 milhões de dólares, um custo que podemos considerar "acessível" se houver planejamento de médio-longo prazo visando obter recursos para viabilizar tal compra.

Outro ponto que corroborá para as especulações, foram as declarações então diretor internacional de negócios da Lockheed, Ronald Covais, o qual declarou há alguns anos: "As portas estão abertas para a FACh, quando procurarem o sucessor dos seus F-5 Tiger III, considere como um dos candidatos o moderno F-35A. Não haverá nenhuma aeronave no mercado com essas capacidades e nenhuma que custe menos. Do nosso ponto de vista, o Chile é um país amigável e um cliente confiável. É claro que estamos dispostos a ajudar a FACh nessa decisão, se ela solicitar."

Não me sinto a vontade de entrar no campo das especulações, mas é importante acompanharmos os próximos capítulos que envolvem a aproximação do F-35A do mercado latino americano, o que poderá se dar com a entrada do mesmo em operação no continente através do Chile, algo que no meu ponto de vista não ocorreria no curto ou médio prazo, tendo em vista que tal aquisição pelo Chile afetaria o equilíbrio de forças no continente, o que para Washington não seria interessante neste momento. Embora já tenha ocorrido conversas similares há poucos anos com autoridades brasileiras sobre a possibilidade do Brasil vir a operar também o F-35A, porém, como sabemos, as conversas não prosseguiram e a decisão brasileira para seu novo vetor recaiu sobre a opção sueca e seu moderno caça Gripen E/F.


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