terça-feira, 12 de julho de 2016

Boeing 767 300ER, que será usado nas Olimpíadas, pousa em solo brasileiro

O trem de pouso do FAB 2900, o Boeing 767 300ER, que foi alugado pela Força Aérea Brasileira, tocou o solo do Brasil, pela primeira vez, no último domingo (10). A aeronave chegou à Base Aérea do Galeão (BAGL), no Rio de Janeiro (RJ), e está no hangar do Esquadrão Corsário (2º/2º GT), que vai operá-la.
O contrato de locação do avião tem duração de três anos, prorrogável por mais um. O documento foi assinado há um mês em Washington DC e anunciado pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, durante a comemoração do Dia da Aviação de Transporte (12/06). Segundo ele, a FAB precisava de uma aeronave que suprisse necessidades de transporte estratégico, por isso "alugar o Boeing 767 300ER foi uma opção extremamente viável e usada internacionalmente".
O comandante do Esquadrão Corsário, tenente-coronel Luiz Eduardo Ferreira da Silva, reuniu todo o seu efetivo para o recebimento da aeronave, que retomará o caráter operacional da unidade. "Estamos aptos novamente a realizar missões de ajuda humanitária, missões diplomáticas e de transporte aerologístico por todos os continentes do nosso planeta". O Esquadrão Corsário, que ficou três anos sem voar, por conta da desativação do Boeing 707, em outubro de 2013, comemorou a chegada do cargueiro.
A solenidade de recebimento da aeronave contou com a presença do comandante da Aeronáutica e do comandante-geral de operações aéreas, o brigadeiro Gerson Nogueira Machado de Oliveira.
Primeira tripulação - A bordo do 767, vieram cinco militares da FAB, que estavam desde 1º de julho na cidade de San Bernardino, na Califórnia. O grupo trabalhou junto à empresa Pulsar, terceirizada da Colt Aviation – ganhadora do processo licitatório, para agilizar o processo de recebimento da aeronave, que continua no Rio de Janeiro. “Acompanhamos a checagem dos motores, da fuselagem e dos equipamentos a bordo; também foram verificados todos os sistemas de segurança”, explicou o oficial de operações do Esquadrão Corsário, major Grei Santana Gonsalves, que fez parte da comitiva.
Novas capacidades
O novo Boeing vai retomar a capacidade de transporte aerologístico com grandes cargas e a longas distâncias. A aeronave pode transportar 257 pessoas, possui capacidade de carga de 38 toneladas, somando os dois porões, e volume de 115m3. Comparativamente, o 707 possuía cem lugares a menos e toda sua estrutura somava 100m3 de volume. Para realizar o trajeto entre Rio de Janeiro e Moscou, na Rússia, por exemplo, o Boeing 767 pode transportar até 23 toneladas de carga.
A partir de agora, a FAB poderá voltar a participar de missões que envolvam a necessidade de transporte de muitas pessoas, cargas pesadas e longas distâncias, como os treze voos entre Brasil e Turquia, durante a Guerra do Líbano, em 2006, para repatriação de brasileiros. Ou, então, como a ajuda humanitária à Tailândia, após o tsunami de 2004.
Fonte: Agência Força Aérea

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