sexta-feira, 22 de julho de 2016

Apollo 11: como uma caneta hidrográfica salvou do desastre a primeira missão humana à Lua

Em 21 de julho de 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin representaram a humanidade em uma missão histórica: o homem pisava na Lua pela primeira vez.
A Apollo 11 foi a primeira espaçonave a levar humanos até o satélite natural da Terra. Armstrong e Aldrin aterrissaram no dia 20, às 20h18 (tempo universal coordenado).
Armstrong foi o primeiro a pisar na superfície lunar, seis horas depois, às 2h56 do dia seguinte. Aldrin se juntou a ele 20 minutos depois.
Os astronautas passaram cerca de 2h15 fora da espaçonave e coletaram 21,5 kg de material lunar para levar à Terra. O terceiro membro da missão, Michael Collins, pilotou a nave principal sozinho na órbita da Lua, até Armstrong e Aldrin voltarem para a viagem de volta.
Lançada de um foguete Saturn V em 16 de julho, a Apollo tinha três partes: um módulo de comando com uma cabine para os três astronautas, que foi a única parte que voltou à Terra; um módulo de serviço, que dava apoio ao módulo de comando com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água; e um módulo lunar para pousar na Lua.
Muitas coisas podem dar errado em uma missão espacial - a Apollo 1, por exemplo, a primeira missão tripulada do programa, terminou com a morte dos três astronautas em decorrência de um incêndio durante um treinamento para o lançamento, em janeiro de 1967.

Pequeno grande problema

No caso da Apollo 11, contudo, a tripulação entrou em apuros por um problema aparentemente menor. E foi preciso uma solução típica do engenhoso agente secreto Angus MacGyver, do seriado americano "MacGyver - Profissão Perigo", sucesso nos anos 1980.
Após coletarem as amostras na superfície lunar, Armstrong e Aldrin estavam cansados e ansiosos para voltar logo ao módulo de comando.
Apollo 11Image copyrightNASA
Image captionO módulo lunar da Apollo 11; disjuntor quebrado quase inviabilizou decolagem para retorno ao módulo de comando
No módulo lunar que os levariam ao encontro de Collins no módulo de comando, Aldrin percebeu um objeto estranho no chão. Era a manopla de um disjuntor essencial, que ligava o foguete para tirá-los da superfície.
Se não conseguissem acionar aquele disjuntor, o módulo não iria a lugar nenhum. Em órbita, Collins temia a ideia de voltar para casa sozinho. Será que seu pesadelo se tornaria realidade?
As horas passavam. O módulo lunar estava frio e cheio de poeira lunar. O oxigênio era consumido rapidamente. Aldrin pediu ideias ao controle da missão na Terra, mas nada surgia.

Solução 'Macgyver'

Duas vidas e uma missão bilionária estavam em jogo. Aldrin e Armstrong olhavam ao redor tentando improvisar uma solução.
Foi então que Aldrin teve seu "momento Macgyver" e notou que poderia tentar encaixar alguma coisa no disjuntor para fazê-lo funcionar. Mas qualquer coisa de metal estava fora de cogitação - havia o risco de curto-circuito em todo o sistema.
Aldrin então alcançou uma caneta marcadora em seu bolso no ombro - aquelas com ponta de feltro. Ele então enganchou a ponta da caneta sem tinta no lugar do interruptor quebrado e... o disjuntor foi acionado.
Eles estavam prontos para a decolagem. Às 17h35, o módulo lunar se acoplou ao módulo de comando na órbita da Lua. A Apollo 11 estava voltando para casa - e o resto é história.

Fonte: BBC Brasil

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