terça-feira, 19 de abril de 2016

Processo de Impeachment passa pelo congresso nacional. A decisão agora é do Senado

No último domingo (17), assistimos a votação do processo de impeachment, onde após várias horas, discursos e justificativas bizarras de nossos deputados federais, algo que parecia um verdadeiro carnaval fora de época. A oposição apresentando suas justificativas em muito embasadas e outros simplesmente parecia estar num show ou premiação do Oscar, onde proferiam as mais variadas faltas de senso antes de definir o sim ou não, do lado pró-governo pareciam desconhecer o caráter democrático de uma votação do processo, onde justificavam-se contra o processo por se tratar de "golpe", porém por ampla maioria se definiu pelo avanço no processo de impeachment, com um placar de 367 votos á favor, 137 contra, 7 abstenções e duas ausências. 

Mesmo com uma tentativa desesperada da presidente de angariar o apoio no congresso e mesmo da população, onde proferiu acusações contra seu vice, Michel Temer, dizendo que caso ela saia do governo os programas sociais seriam suspensos, o povo tomou conta das principais capitais do país, mais uma vez de maneira pacífica e ordeira apoiando o processo de impeachment da petista, que agora tenta se articular no senado, sua última alternativa para se manter no poder.

O processo segue para a aprovação do senado

Com a aprovação do congresso, onde foi aprovado por grande maioria, superando a cota de 342 votos necessários para que fosse levado adiante, o processo de impeachment da presidente Dilma foi entregue na segunda-feira (18) ao Senado. 

Onde os senadores poderão manter a decisão dos deputados e instaurar o processo de impeachment ou arquivar o processo. Porém, diante dos rumos tomados nas últimas semanas e a grande pressão popular sobre os senadores, é tido como grande a probabilidade de aceitação do processo pelos senadores, somando a isso a grande debandada da base aliada do governo, onde várias legendas já deixaram o governo, agravando a crise de governabilidade e agravando a crise política.

Na Casa, são previstas três votações em plenário até a conclusão do processo:
Na primeira os senadores terão que eleger uma comissão especial para analisar o caso. O colegiado será formado por 21 senadores titulares e 21 suplentes.


Após essa primeira votação, o colegiado tem até 48 horas para se reunir e eleger o presidente. O relator terá prazo de dez dias para apresentar um parecer pela admissibilidade ou não do processo.

Após este rito, o parecer será votado na comissão e depois irá ao plenário, que precisa  aprovar por maioria simples.


Se após a conclusão dos ritos o relatório for aprovado no plenário, será considerado instaurado o processo, e a presidente será notificada. Ela será afastada por até 180 dias para que ocorra o julgamento, e o vice-presidente assumirá a Presidência da República.

Neste período a presidente poderá se defender, e um novo parecer da comissão especial deverá analisar a procedência da acusação, com base na análise de provas. De novo, esse parecer terá que ser aprovado por maioria simples


Sendo aprovado o parecer, inicia a fase de julgamento, que é comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.



Para que a presidente perca o cargo, o impeachment tem que ser aprovado por dois terços dos senadores, com voto de 54 dos 81 senadores.



Economia diante deste furacão

A resposta da economia ao resultado da votação do impeachment pelo congresso se mostrou favorável, com o dólar exibindo uma queda logo na abertura da semana. 

Há especulações demais, porém os indicadores econômicos demonstram que uma mudança no governo traria um novo fôlego a economia, apesar de não apresentar uma solução para a crise já seria um principio, algo que traria mais segurança aos investidores que se afastaram do país diante de tantos escândalos envolvendo a base governista.


Em breve traremos uma analise mais detalhada do cenário político e econômico brasileiro diante do desenrolar dos fatos.


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