segunda-feira, 22 de junho de 2015

EUA não vão deixar Rússia "nos arrastar de volta ao passado", diz chefe do Pentágono

Os Estados Unidos e seus aliados não vão deixar a Rússia “nos arrastar de volta ao passado", disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, em um discurso em Berlim nesta segunda-feira, quando acusou o governo russo de tentar recriar uma esfera de influência da era soviética.
A intervenção da Rússia na Ucrânia deixou preocupados os aliados da Otan no Leste Europeu e desencadeou uma série de movimentos militares por parte da aliança militar ocidental, incluindo a aceleração de exercícios e da criação de uma força de reação rápida da Otan.
Carter, que vai supervisionar os componentes da força da Otan nesta segunda-feira, disse que a aliança atlântica vai manter a porta aberta para um melhor relacionamento com a Rússia, mas afirmou categoricamente: "Cabe ao Kremlin decidir".
"Nós não buscamos uma guerra fria, menos ainda uma quente com a Rússia.... Mas não se enganem: vamos defender nossos aliados, a ordem internacional baseada em regras, e o futuro positivo que tudo isso nos proporciona."
Carter declarou no domingo que os Estados Unidos e a Otan estão se preparando militarmente para a perspectiva de que o seu rompimento com a Rússia possa ir além do presidente Vladimir Putin.
Durante sua viagem, esta semana, Carter vai subir a bordo de um navio de guerra dos EUA na Estônia, durante exercícios militares no Mar Báltico. Em Bruxelas, ele se reunirá com chefes de defesa de países membros da Otan e poderá apresentar mais detalhes sobre os planos de posicionamento prévio de equipamento militar pesado, disseram autoridades.

A Rússia condenou essas medidas da Otan e ameaçou reforçar as suas próprias forças, adicionando 40 mísseis balísticos intercontinentais a seu arsenal nuclear este ano.

UE mantém pressão sobre Rússia com extensão de sanções econômicas


Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia renovaram, nesta segunda-feira, as sanções econômicas contra a Rússia até 31 de janeiro, mantendo a pressão sobre Moscou para tentar ajudar a resolver o conflito na Ucrânia.
Reunidos em Luxemburgo, os ministros aprovaram a renovação por seis meses das sanções, que foram "introduzidas em resposta ao papel desestabilizador da Rússia no leste da Ucrânia", informou a UE em comunicado.
Os ministros ratificaram a decisão tomada por outras autoridades na semana passada.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na semana passada que a reação da Rússia à decisão da UE teria como base o "princípio da reciprocidade", sugerindo que Moscou pode renovar suas próprias sanções contra a UE, que incluem um veto à importação de alimentos.
As sanções contra os setores energético, financeiro e de defesa da Rússia, impostas originalmente em julho de 2014 por um ano, foram a resposta mais dura da UE à anexação por Moscou da região ucraniana da Crimeia e pelo que a UE considera ser um apoio russo as separatistas no leste da Ucrânia.

Fonte: Reuters

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