segunda-feira, 15 de junho de 2015

EUA não instalarão mísseis nucleares na Europa


É pouco provável que os Estados Unidos instalem mísseis baseados em terra na Europa, opinam analistas, entrevistados pela Sputnik. Segundo eles, os EUA sabem que a Rússia tem capacidade nuclear suficiente para assegurar uma dissuasão nuclear.
Os analistas Bilyana Lilly e Hans Christensen opinam que, apesar das acusações dos EUA contra a Rússia por ela supostamente violar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (TNP), é pouco provável que os EUA instalem mísseis na Europa.
"Os custos de tal política são demasiado elevados e, em troca, os benefícios são poucos, quando a resposta da Rússia é imprevisível…", refere a especialista em política internacional Bilyana Lilly citada pela emissora Sputnik.

Caso os EUA decidam colocar armamentos, eles, provavelmente, usarão os mísseis Tomahawk e as modificações deles, baseados em terra. Os mísseis podem ser instalados nas bases da OTAN na Polônia, Romênia e Bulgária. Mas, tendo em conta os custos de tal decisão, ela continua sendo pouco provável porque Washington poderá aumentar o risco de falha humana e da escalada de conflito com a Rússia, opina Lilly:

"A Rússia tem capacidade nuclear suficiente para assegurar uma dissuasão nuclear, mesmo se os EUA e a OTAN colocarem mísseis baseados em terra na Europa".

O diretor da Informação Nuclear da Federação de Cientistas Americanos, Hans Christensen, acredita que a mídia não interpretou bem a declaração vaga das autoridades ocidentais sobre mísseis na Europa no contexto da retórica militar da OTAN e da Rússia.

"Os rumores espalharam-se mais rapidamente do que o conflito real entre o Ocidente e o Oriente, porque a mídia está tentando ganhar vantagem por meio de notícias cada vez mais dramáticas. <…> Após as conversações com altos funcionários militares dos EUA eu não acho que os EUA estejam pensando seriamente na instalação de armas nucleares na Europa".


O TNP foi assinado em 1968, tendo passado a vigorar a 5 de março de 1970, e atualmente conta com a adesão de 189 países, cinco dos quais reconhecem ser detentores de armas nucleares: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China. Os signatários não detentores de armas nucleares concordaram em não desenvolver ou adquirir esse tipo de arma, embora possam pesquisar e desenvolver a energia nuclear para fins pacíficos. Segundo o tratado, os detentores de armas nucleares ficaram obrigados a não transferir essas armas para os chamados "países não-nucleares", nem auxiliá-los a obtê-las.


Fonte: Sputnik News 

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