quinta-feira, 11 de junho de 2015

David Neeleman vence disputa com German Efromovich e TAP agora é sua mais nova empresa aérea

Após uma longa disputa pela aquisição da TAP pelas aéreas Azul de David Neeleman e a Avianca de German Efromovich, o americano dono da terceira maior companhia aérea do Brasil vence a disputa na privatização da aérea estatal portuguesa TAP.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira em Conselho de Ministros, no qual o Governo aprovou a venda de 61% da companhia a David Neeleman, que se aliou nesta operação ao empresário português Humberto Pedrosa, dono da Barraqueiro.

O empresário norte-americano, que tem nacionalidade brasileira, chegou a ser dado como candidato à aquisição da TAP na primeira tentativa de privatização lançada no final de 2012. No entanto, os rumores não se confirmaram.

Durante o processo de privatização da TAP outro gigante disputou a compra da estatal, German Efromovich, dono do Synergy Group, detentor de importantes aéreas como a Avianca Brasil, Avianca e Taca, empresário também naturalizado brasileiro tentou arrematar por diversas vezes a aérea portuguesa.

Após várias tentativas de concretizar a aquisição, Neeleman regressou com força, apresentando uma oferta que aposta no desenvolvimento da operação no Brasil e numa investida no mercado dos Estados Unidos, com a aquisição de 53 aeronaves novas. Em termos financeiros, a primeira proposta pressupunha uma injeção entre 300 e 350 milhões de euros na TAP, não se sabendo que melhorias seriam introduzidas após a fase de negociações com o Governo.

Dono da terceira maior companhia brasileira, que por ano transporta mais de 20 milhões de passageiros, Neeleman optou por uma atitude discreta neste processo. A única declaração pública que fez à imprensa portuguesa ocorreu a 5 de Junho, por escrito, depois de ter apresentado a oferta final pela TAP.

Em cinco parágrafos, o empresário sintetizava que a prioridade "é o investimento na TAP", com o objetivo de a colocar "numa rota de crescimento, fortalecendo-a como companhia de bandeira", e reforçar o hub de Lisboa. 

Um dos temas que levantaram polêmicas é o facto de ter obrigado do Governo manter ressalvas devido as regras da União Europeia (UE), que impedem que investidores não-europeus controlem companhias de aviação na UE. Neeleman juntou-se ao empresário lusitano Pedrosa, porém Efromovich não está disposto a deixar a disputa e prometeu levar o caso ao tribunal, se o agora novo dono da TAP não cumprir os requisitos.

O consórcio Gateway, pelo qual se chama a joint entre Neeleman e Pedrosa, ficará, com 61% da TAP, estando 5% reservados aos trabalhadores. No entanto, se não houver procura para esta última fatia, os 5% serão entregues ao investidor privado, conferindo-lhe uma participação de até 66%. A intenção do Governo é alienar o restante do capital da companhia aérea dentro de um período máximo de dois anos. 

Apesar da decisão ter sido tomada nesta quinta-feira (11), será ainda necessário obter luz verde por parte das entidades reguladoras, nomeadamente a Direção-Geral de Concorrência da UE. E, por isso, é improvável que o atual Governo irá concluir este negócio com a transferência das ações, já que as eleições legislativas ocorrem no Outono. 

Este calendário é importante em termos políticos, visto que o PS defende que o Estado mantenha o controlo do capital da TAP e o secretário-geral do partido, António Costa, já garantiu que reverterá a operação se chegar ao poder.

Fonte: GBN com agências de notícias

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