quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Armas Laser, da ficção para realidade

Há décadas no cinema as armas laser eram algo futurista e "longe" da realidade, em muitos filmes de grande bilheteria chamavam atenção. Porém, nos últimos anos as pesquisas avançaram muito e finalmente começam a surgir tecnologias que irão finalmente permitir aplicações militares ao laser.

Recentemente os EUA anunciaram importantes avanços nesta arma, com resultados expressivos e meios que possibilitam finalmente o emprego real desta nova arma, quer seja pela infantaria, quer seja por meios navais.

A US Navy recentemente divulgou o sucesso dos testes realizados com canhões laser embarcados, os testes com a LaWS (Laser Weapon System), capaz de abater aeronaves disparando raios laser, foram bem sucedidos. O último teste realizado em 24 de maio na Ilha de San Nicholas, na Califórnia, teve êxito, onde a arma foi capaz de destruir uma aeronave não tripulada.

O dispositivo laser naval tem capacidade de rastrear, atacar e destruir um vasto leque de alvos, desde pequenas aeronaves UAV, como mísseis e aeronaves. De acordo com o comunicado, o sucesso dos testes permitirão a integração dessas armas em futuro próximo nos meios navais dos Estados Unidos. Até o momento o sistema de canhão laser contabiliza o abate de 7 aeronaves em testes.
O LaWS representa um grande avanço na tecnologia de armas laser para o emprego naval, tais avanços permitem evitar a perda de força do laser com a umidade e o ar com sal no ambiente de operações marítimas, permitindo usar a arma em navios. O canhão laser foi acoplado a um sistema MK 15, para realizar os testes, sendo adaptado ao canhão guiado por radar que já é operado pela frota da US Navy.
A Marinha afirma que o sistema de laser não substituirá os canhões, porém, admite que com o sucesso da nova arma, os canhões convencionais ficarão de reserva caso o LaWS falhe em destruir o alvo em um cenário real de combate.
Já buscando soluções e uma aplicação militar do laser á infantaria, a Boeing apresentou uma arma laser que poderá ser uma real inovação as capacidades do US Army, trata-se do HEL MD (High Energy Mobile Demonstrator), um demonstrador da arma laser de 10 kW, que é capaz de abater aeronaves, tendo derrubado com sucesso mais de 100 alvos aéreos, incluindo aeronaves, foguetes, mísseis e outros alvos simulados. A arma possui um feixe de energia com cerca de 2,5 cm de largura, capaz de atingir um alvo aéreo, que pode estar localizado a quilômetros de distância.
O HEL MD foi instalado em uma viatura blindada, sendo uma solução eficiente para obter mobilidade a arma que esta sendo projetada para defender as tropas americanas dos ataques com mísseis, morteiros, projéteis e aeronaves tripuladas ou não. Segundo a Boeing apenas três viaturas equipadas com canhões do sistema HEL MD, posicionados estrategicamente, são capazes de defender um batalhão inteiro. Porém, diferem da arma naval por algumas peculiaridades operacionais, tendo que antes de realizar o disparo contra o alvo, localizar e travá-los, o que não é realizado por um mecanismo completamente automático como na solução naval, os operadores no interior do veículo utilizam um controle remoto para direcionar o dispositivo e localizar o alvo. Uma vez encontrado, ele pode ser destruído em questão de segundos.
Um ponto de grande valor no sistema não é apenas a velocidade e a precisão da arma, mas principalmente seu baixo custo de operação. Os únicos gastos associados à arma laser são o custo de funcionamento dos equipamentos elétricos a bordo da viatura, tendo em vista a grande importância deste e o preço do óleo diesel, para que o motor do veículo blindado funcione e possa alimentar o sistema elétrico responsável por prover a energia necessária ao sistema laser.

Uma coisa é certa, as armas lasers deixaram o mundo da ficção e em breve irão ser a espinha dorsal de muitos sistemas de armas navais e terrestre, não esquecendo de lembrar dos desenvolvimentos da versão aérea do canhão laser, que será capaz de abater não apenas aeronaves, mas mísseis balísticos e satélites em órbita baixa. O futuro esta se tornando o presente.

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