quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ex governadores do Rio de Janeiro, Cabral e Garotinho presos!

Acusado de cobrança de propina em contratos com o poder público, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi preso na manhã desta quinta (17) pela Polícia Federal.
Ele recebeu dois mandados de prisão preventiva, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba.
Os mandados dizem respeito a duas operações diferentes - a Calicute, tida como um braço da Lava Jato no Rio, com base na delação premiada do empresário Fernando Cavendish, e a própria Lava Jato, baseada na delação da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia.
A operação Calicute, responsável pelo mandado de prisão de Cabral, investiga o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo Governo do Rio de Janeiro, um prejuízo estimado em mais de R$ 220 milhões.
O nome da operação é uma referência à cidade na Índia onde Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil, se envolveu em uma sangrenta disputa com comerciantes locais, em um episódio conhecido com "Tormenta de Calicute".
Já o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso pela Polícia Federal na manhã da última quarta-feira (16) em seu apartamento na Zona Sul do Rio, como parte da Operação Chequinho.

Garotinho atua como secretário de Governo na administração de sua mulher, Rosinha Garotinho, em Campos dos Goytacazes, interior do Estado.
A PF de Campos acusa o ex-governador de liderar um esquema que teria usado um programa social do município para comprar votos nas eleições municipais de outubro deste ano. 
A Operação Chequinho faz referência ao programa social Cheque Cidadão, que concede mensalmente um benefício de R$ 200 a famílias de baixa renda de Campos dos Goytacazes.
O Cheque Cidadão foi criado por Anthony Garotinho em 1999, durante seu governo no Estado do Rio de Janeiro. O político costuma citá-lo em entrevistas, afirmando que "criou o Cheque Cidadão antes de o governo federal criar o Bolsa Família", que tem critérios similares.
Em 2009, Rosinha Garotinho lançou a versão municipal do programa em Campos, reduto eleitoral da família.
"Nunca foi um programa casuístico, usado para eleição. Ele existe desde 1999", argumenta o advogado de defesa Lopes Neto.
A distribuição do benefício chegou a ser interrompida para recadastramento de famílias após suspeita de fraudes. Segundo a Polícia Federal, teria ficado "paralisado por anos, suspenso por falta de recursos".
O advogado de Anthony Garotinho, no entanto, afirma que só houve suspensão momentânea em 2015 para corte nos cadastrados e por causa da crise financeira.
A partir de junho de 2016, a PF diz ter observado um crescimento desordenado no programa, que passou de 12 mil beneficiários a 30 mil em dois meses.
É muito preocupante para o Brasil, em especial ao estado do Rio de Janeiro, que enfrente um crise econômica sem precedentes, o grande número de casos de corrupção, desvios de recursos e mal uso das instituições do estado. É preciso uma mudança urgente em nossa política, e essa mudança deve vir do povo e para o povo, começando pela conscientização de nossos eleitores, uma nova visão da política, deixando de sermos omissos e distantes para adotar uma postura séria e atuante no que diz respeito ao estado e nossos representantes.

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