segunda-feira, 23 de março de 2015

Expansão de novas armas chinesas limitará domínio mundial dos EUA

Na próxima década as armas chinesas baratas, mas de boa qualidade vão se expandir no mercado mundial e, por causa disso, o exército norte-americano terá dificuldades em intervir outros países, escreve a revista estadunidense Foreign Policy.

“Os sistemas chineses de armas são frequentemente muito mais baratos do que os dos outros exportadores. Embora não sejam melhores do que análogos russos ou norte-americanos, são muitas vezes bastante bons”, explica a revista.

Os países emergentes, que anteriormente só podiam permitir-se armas usadas da época da Guerra Fria, no futuro próximo poderão comprar tudo o que quiserem, inclusive caças modernos, navios de guerra e projéteis de alta precisão. A qualidade das armas chinesas vai crescer e o preço diminuir, acrescenta a Foreign Policy.  

Assim, os tempos em que as Forças Armadas dos EUA tinham toda a liberdade na cena internacional estão acabando, explica a revista: agora será mais difícil para eles intervir nos assuntos dos outros países sem perdas significativas. 

Porém, a Foreign Policy sublinha que a divulgação de armas chinesas ao mesmo tempo poderá ter um impacto negativo desestabilizador nas regiões do mundo onde tem uma rivalidade entre países vizinhos: Se um Estado comprar armas mais eficazes, o outro pode se sentir ameaçado e fazer o mesmo. Isso pode endurecer o conflito entre eles, frisa a revista. 

A Foreign Policy cita os últimos dados do Instituto de Pesquisa de Problemas de Paz de Estocolmo (SIPRI na sigla em inglês), segundo os quais China neste momento é o terceiro maior exportador mundial de armas. Os EUA e a Rússia ocupam respetivamente o primeiro e o segundo lugar.

Fonte: Sputnik News 

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