terça-feira, 3 de novembro de 2015

Parlamento britânico não tenciona autorizar operação militar na Síria

O Comité para Assuntos Internacionais do Parlamento britânico considera que, sem uma estratégia consolidada, é impossível falar da expansão da operação britânica no Oriente Médio.

O Comité está contra a hipótese de sancionar uma operação contraterrorista na Síria. O relatório parlamentar será divulgado na terça-feira (3), disse uma fonte no Parlamento britânico à RIA Novosti.
“Consideramos que a operação britânica não deverá ser expandida (para incluir a Síria) até que haja uma estratégia internacional tanto em relação ao combate contra o Estado Islâmico como no que respeita a cessar a guerra civil na Síria”, diz-se no relatório.

O Reino Unido está participando da operação da coalizão internacional liderada pelos EUA no Iraque, onde se realizam ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico, mas em 2013 o Parlamento britânico já se recusou a dar um mandato ao governo britânico para realizar a mesma operação na Síria.

Mais cedo, o primeiro-ministro e ministro da Defesa britânicos declararam que tencionavam pedir ao Parlamento a permissão para expandir a operação britânica para o território da Síria. Ao mesmo tempo, apesar de não ter obtido autorização, o governo britânico já realizou em agosto uma operação de drones, tendo eliminado alguns militantes do Estado Islâmico, admitiu o primeiro-ministro britânico David Cameron.

O relatório do Comité para Assuntos Internacionais do Parlamento britânico também chama a atenção para a necessidade de aceitar a correspondente resolução do Conselho de Segurança da ONU.


Esta ideia corresponde à posição da Rússia. Mais antes, o embaixador russo em Londres Aleksandr Yakovenko propôs ao Reino Unido encontrar um modo legítimo de participar dos ataques contra o Estado Islâmico e outros terroristas através de um mandato do Conselho de Segurança.

Segundo o jornal Times, a recusa do Reino Unido de participar da operação na Síria será uma desilusão para os EUA, que na semana passada enviaram à Síria 50 militares de elite.

A operação da coalizão internacional sob a liderança dos Estados Unidos gera críticas numa série de países porque as ações dos norte-americanos e dos seus aliados têm sido ineficazes.

Fonte: Sputnik News 

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