quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Forças de Síria e Rússia resgataram piloto russo, diz mídia síria

Forças especiais russas e sírias resgataram um dos pilotos de um avião de guerra russo abatido pela Turquia perto da fronteira turco-síria, informou a mídia estatal da Síria nesta quarta-feira.
A agência de notícias estatal Sana disse que um piloto do jato Su-24 que caiu em território sírio na terça-feira tinha sido retirado de uma área onde atuam rebeldes contrários ao presidente da Síria, Bashar al-Assad.
Forças especiais sírias "na noite passada realizaram uma operação conjunta com as forças especiais russas, penetrando quatro a cinco quilômetros em áreas onde os terroristas estão localizados, e foram capazes de salvar um dos pilotos do avião russo", informou a Sana, acrescentando que ele tinha sido levado para uma base militar.
A agência síria usa termo terroristas para descrever todos os insurgentes que lutam contra o governo.
O incidente foi um dos mais graves confrontos reconhecidos publicamente entre um país membro da Otan e a Rússia no período de meio século. A Turquia disse que o jato tinha violado o seu espaço aéreo, enquanto a Rússia afirma que o avião não havia deixado o espaço aéreo sírio. De acordo com o Exército russo, os dois pilotos sobreviveram, mas um foi morto por tiros disparados do solo.
Um vice-comandante de forças rebeldes turcomanas na Síria disse na terça-feira que seus homens tinham acertado a tiros ambos os pilotos quando desciam de paraquedas. No entanto, o Ministério da Defesa russo também afirmou que um deles estava seguro e tinha retornado à base aérea da Rússia no oeste da Síria.
A Rússia interveio diretamente na guerra civil síria em 30 de setembro, com uma campanha aérea em apoio Assad, cujas forças estão lutando contra insurgentes apoiados por potências regionais, incluindo a Turquia.

O avião de guerra caiu em uma área montanhosa rural ao norte da província de Latakia, onde pela manhã tinham ocorrido bombardeios aéreos e as forças pró-governo combatem os insurgentes em terra, segundo o grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Fonte: Reuters

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