terça-feira, 17 de novembro de 2015

Exército não quer isenção de visto na Olimpíada do Rio


O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, disse ontem ao Estado que desobrigar turistas de apresentar visto de entrada no Brasil durante a Olimpíada de 2016 pode abrir caminho para a vinda de terroristas ao País.
O projeto que suspende a exigência de visto para entrada no Brasil, durante quatro meses, no período dos Jogos, foi aprovado pelo Congresso. Diante dos atentados em Paris, a presidente Dilma Rousseff pode não sancioná-lo.
O projeto está na Casa Civil e a presidente tem até o dia 24 para tomar a decisão. Até agora, as posições estavam polarizadas entre os Ministérios da Defesa, que não concordava com a proposta, e do Turismo, que a defendia. O Ministério da Justiça ainda queria analisá-lo mais, pois considerava que esse não era o projeto dos sonhos do governo.
"A proposta deveria ser revista, face a nova situação e conjuntura”, disse o militar, que ressaltou que a decisão final não é do Ministério da Defesa. “A avaliação do ponto de vista da inteligência,segurança e defesa, não é boa.”
O general, que participou da coordenação da segurança de o dos os grandes eventos realizados elo Brasil nos últimos anos, afirmou ainda que a revisão seria necessária por que a liberação do visto abre caminhos de entrada para elementos que podem estar ligados a grupos terroristas. O chefe do Estado-Maior explicou que o Brasil, hoje, está em melhores condições de enfrentar esse tipo de problemas em razão da experiência adquirida nos jogos anteriores e a integração dos diferentes órgãos de inteligência e contra inteligência “será reforçada”. Segundo o militar,a principal preocupação é a atuação de radicais que possam agir como lobos solitários e lembrou que o visto é mais uma barreira de fiscalização.
O Ministério da Defesa, no entanto, não se posicionou oficialmente sobre a questão. Para Andrei Augusto Passos Rodrigues, secretário para Segurança de Grandes Eventos, órgão do Ministério da Justiça, a estratégia do Brasil para prevenir ações indesejadas nos Jogos Olímpicos não muda. Mas, segundo ele, os atentados em Paris reforçam de forma definitiva o entendimento de que é necessário adotar um novo patamar de vigilância. “Nós temos é que reafirmar os protocolos e planejamentos de segurança que já existem”, comentou, ao acrescentar que a exigência do visto não impede ações terroristas e há outros procedimentos internos de segurança previstos. O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, lembrou que o texto apenas delega poderes aos Ministérios da Justiça, Turismo e Relações Exteriores para estabelecer a isenção de visto durante os Jogos.
O analista de Assuntos Estratégicos André Luís Woloszyn, consultor de organizações internacionais em assuntos de terrorismo e conflitos de baixa e média intensidades,reforça a tese do general De Nardi. “Na situação em que nos encontramos, a suspensão do visto é um fator que pode repercutir negativamente na segurança da Olimpíada”, comentou Woloszyn, que participou das primeiras discussões da proposta no Congresso. “Agora a situação que temos no mundo é outra, completamente diferente. Hoje, não exigir o visto seria emblemático para a segurança, porque seria um controle a menos de quem vem para o País.”

Fonte: Estadão

Nota do GBN:  A exigência do visto deve ser feita a turistas de qualquer nação, uma vez que o EI possui células ativas em diversos países, possuindo nativos de diversas nacionalidades, inclusive nos EUA e outros países aliados. 

Tal prerrogativa daria uma maior segurança aos jogos olímpicos, embora aumentaria a burocracia aos turistas que pretendem vir assistir aos jogos, estes tem de entender que tal medida se faz necessária para sua própria segurança.

Eu espero que a presidente Dilma não aprove este projeto e que ainda sejam realizadas novas exigências para entrada no país de turistas oriundos de nações onde há atuação do EI, bem como uma investigação dos antecedentes de quem entra no país no período compreendido entre janeiro e o fim dos jogos olímpicos para que se possa realizar uma melhor prevenção contra o terrorismo.

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