segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Navio da Marinha que estuda lama no Rio Doce também é da Vale

Adquirido em 2013, O Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo), que chegou ao Espírito Santo no dia 25 de novembro para monitorar a lama da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, é fruto de um acordo de cooperação firmado entre os ministérios da Defesa (MD) e da Tecnologia e Inovação (MCTI), a Marinha do Brasil (MB) e as empresas Petrobras e Vale. O navio custou R$162 milhões. Vale e Petrobras investiram R$38 milhões e R$70 milhões, respectivamente. 


Vale foi procurada pelo G1 e disse, em nota, que, em 2012, "assinou um convênio de cooperação com a Marinha, a Petrobras e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para viabilizar a compra do navio hidroceanográfico, que está entre as cinco melhores plataformas de pesquisa do mundo. O valor total para a compra foi de R$ 162 milhões, dos quais R$ 38 milhões foram da Vale".

A embarcação foi comprada em 2013, mas foi entregue em uma cerimônia no dia 23 de julho de 2015. De acordo com uma publicação no site do Ministério da Defesa na época, o navio "assegura avanços em estudos científicos em áreas oceânicas estratégicas do Atlântico Sul".
Público-privado

Ainda de acordo com o Ministério da Defesa, o navio custou R$162 milhões. Os dois ministérios e a Marinha do Brasil investiram R$ 27 milhões cada na compra. Já as empresas Vale e Petrobras, R$38 milhões e R$70 milhões, respectivamente.

Monitoramento da lama

O navio da Marinha que estava coletando água e materiais do Rio Doce deve chegar em Vitória na tarde desta segunda-feira (30). A expectativa é que seja divulgado o resultado das amostras coletadas desde a sexta-feira (27).

A embarcação vai ficar atracada no Porto de Vitória e ficará aberto para a visitação nesta terça-feira (1), entre as 14 e 14h. Na quarta-feira (2), o navio retorna para a foz do Rio Doce, em Linhares, na região Norte do Espírito Santo, para a segunda fase de pesquisas.
Fonte: G1 Notícias

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