terça-feira, 17 de novembro de 2015

Brasil está longe do terror, diz Dilma durante o G20 na Turquia


A presidente Dilma Rousseff não está preocupada com a possibilidade de um ataque terrorista no Brasil, apesar de a Olímpiada-2016 poder servir de foco para algo do gênero.
"Estamos muito longe [do foco dos atentados mais recentes]", justificou a presidente, citando os atos cometidos em outubro em Ancara, a capital turca, e na sexta-feira (13) em Paris.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (16), Dilma disse que o terrorismo está muito concentrado na Europa, inclusive por suas redes e seus fornecedores (de armas e explosivos).
Mesmo assim, admitiu que o Brasil "não está completamente protegido", daí porque acha necessário acelerar a votação da lei anti-terrorismo que se encontra no Congresso.
A cúpula do G20, normalmente um grupo que cuida de economia, ficou centrada no terrorismo, depois dos ataques a Paris na sexta-feira.
Dilma disse que as discussões entraram também no debate sobre as causas do terrorismo, que ela analisou para os jornalistas.
"Ninguém acha que tenha uma única causa", começou.
Depois, disse que se se pensar só em pobreza, é preciso lembrar que pessoas de classe média cometem atentados. Mesmo assim, disse a presidente, "ninguém pode negar que, em alguns lugares do mundo, a pobreza ajuda no recrutamento [de terroristas]".
ESTADO DISSOLVIDO
Outra causa, segundo o resumo de Dilma, seria a destruição do Estado, independentemente das causas que levaram a ela: "Quando o poder do Estado se dissolve, o terrorismo ganha maior espaço".
A presidente não disse, mas é óbvio que a Síria é um exemplo claro de como a dissolução do Estado abre, de fato, espaço para grupos extremistas como o Estado Islâmico.
O que a presidente repudia é "ligar terrorismo a uma religião".
"Ninguém pode tachar nenhuma religião de ser patrocinadora do terrorismo, ainda que alguns de seus membros, mas não a religião em si, tornem-se violentos".
A complexidade das causas justifica a afirmação de Dilma de que, embora seja fundamental a repressão ("se não o terrorismo fica solto"), o problema não se resolve só com ela.
"Para eliminar o terrorismo, é necessário outro tipo de gestão", que, no entanto, não especificou.

Fonte: Folha

Nota do GBN: Analisando a atual postura do EI, não seria correto afirmar que o Brasil esta longe do terror. Pois não há limites para a atuação deste inimigo "moderno", uma vez que seu maior interesse é ganhar notoriedade ao realizar ataques que tenham grande repercussão mundial. Diante deste fato, o Brasil no próximo ano se tornará um alvo potencial, uma vez que reunirá delegações de diversos países para os jogos olímpicos. Dentre as delegações estarão presentes atletas e representantes das principais nações alvo do terrorismo, e somando a este fator há a falta de experiencia brasileira nas operações ligadas ao combate antiterrorista. 

Nossas tropas de ação rápida tem capacidade de combate, mas nosso sistema de inteligência e prevenção desta modalidade de crime ainda não possui a "maturidade" exigida para lidar com tal ameaça. 

As justificativas apresentadas pela presidente Dilma sobre a distancia do Brasil em relação ao terror,  são meramente vazias, uma vez que armamento utilizado por estes grupos é facilmente encontrado nas favelas do Rio de Janeiro ( Fuzis de diversos calibres e origens como os AK-47, Granadas, pistolas...etc), com relação aos explosivos, são artigos que podem ser confeccionados artesanalmente e os materiais necessários para se criar um artefato pode ser encontrado em diversas lojas e supermercados, pois existem inúmeros tipos de explosivos que podem ser feitos com materiais simples e facilmente encontrados.

Sendo assim, o Brasil nunca esteve tão próximo do terrorismo como estará no ano de 2016, cabendo a ABIN e demais agências do governo iniciarem uma detalhada e meticulosa operação de contra terrorismo desde já, afim de manter uma capacidade minima de prever e neutralizar possíveis ameaças. Realizando inclusive o intercambio com agências homônimas de outras nações afim de garantir um melhor preparo, e mesmo convidar para uma participação conjunta na prevenção de atos terroristas em solo brasileiro durante os jogos olímpicos de 2016.




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