quinta-feira, 7 de maio de 2015

Kuwait próximo a fechar compra de 40 Super Hornets

O F/A-18 E/F pode ter sua última venda internacional segundo a Boeing, se for concretizado um acordo para fornecer estas aeronaves de combate, com auxílio do governo dos EUA, que está se aproximando de um acordo para vender até 40 aeronaves F/A-18 E/F Super Hornet ao Kuwait.

O negócio, relatado pela primeira vez quarta-feira (06) pela Reuters, ainda não foi anunciado oficialmente pelos EUA ou o Kuwait, mas autoridades em Washington confirmaram que um acordo está próximo.

Qualquer negócio vai exigir aprovação do Congresso dos Estados Unidos, mas é improvável que uma proposta de venda para o Kuwait, um aliado incondicional dos EUA no Golfo Pérsico, encontraria oposição.

Uma grande venda de caças Super Hornet seria dar uma sobrevida a linha de produção da Boeing, que está trabalhando em novas aeronaves para a Marinha dos Estados Unidos e Austrália, mas que vai entregar o último dos Super Hornets até o final de 2017. funcionários da Boeing disseram que a produção mensal na linha de montagem é de duas aeronaves por mês, ou 24 por ano, é necessário manter linha de produção no ponto de equilíbrio, embora num ritmo ligeiramente mais lento. A aquisição continuada da aeronaves, quer pela Marinha ou um cliente estrangeiro seria manter a linha economicamente viável e auxiliaria a conquistar mais vendas internacionais.

A Marinha oficialmente não solicitou quaisquer variantes do Super Hornet desde o orçamento de 2014. Mas o Congresso acrescentou quinze variantes de guerra eletrônica EA-18G Growler no orçamento de 2015, e listou 12 Super Hornets na sua lista de requisitos não financiados para 2016. Na última semana o ato de autorização de defesa para 2016, a Comissão de Serviços Armados da Casa acrescentou 1,2 bilhões de dólares para compra de 12 aeronaves, um primeiro passo na obtenção de Super Hornets para as contas.

"A venda internacional de curto prazo seria uma grande notícia para a Boeing e a Marinha", disse Caroline Hutcheson, um porta-voz da Boeing, em Washington. "É importante notar que a combinação de uma grande venda, juntamente com o financiamento para os 12 Super Hornets na lista de requisitos não capitalizados da Marinha nos permitiria continuar produzindo jatos sem interrupção na linha."

Hutcheson no referido comentário não específico sobre as vendas militares estrangeiras do governo dos EUA. Nem oficiais da Marinha ou do Departamento de Estado quiseram comentar sobre o fato.

A Boeing perdeu várias competições recentes para concorrentes estrangeiros, notadamente no Brasil, onde perdeu um contrato bilionário para a sueca Saab com seu caça Gripen NG, e na Índia para os franceses com o Dassault Rafale. A companhia está depositando esperanças na venda de Super Hornets para a Dinamarca e possivelmente o Canadá, mas esses países ainda são parceiros no programa F-35 Joint Strike Fighter.

No Kuwait, a Boeing tinha concorrido com o Eurofighter Typhoon. O Kuwait havia acordado no início de 2014 optar pelo Typhoon, mas depois recuou.

Ainda não está claro quantos caças monoplace  F/A-18E e de biplave F/A-18F estão envolvidos no negócio com o Kuwait. Alguns relatos da mídia relatam um negócio para 28 aeronaves da Boeing, enquanto fontes norte-americanas indicam que até 40 aeronaves F/A-18 podem ser vendidas. Estima-se que o valor do negócio seria superior a 3 bilhões de dólares.

Fonte: GBN com agências de notícias

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