quinta-feira, 7 de maio de 2015

Arábia Saudita avalia operação terrestre na fronteira com Iêmen

A Arábia Saudita afirmou que todas as opções estão sendo consideradas, incluindo operações terrestres, para deter os ataques de morteiro da milícia iemenita houthi em cidades sauditas de fronteira, ao mesmo tempo em que seus jatos bombardeavam posições do grupo rebelde antes de conversações lideradas pelos Estados Unidos para uma trégua temporária.

Na segunda noite seguida de bombardeios destinados a conter os houthis, a aviação da Arábia Saudita atacou na quarta-feira à noite a região de Saada, um reduto dos rebeldes situado perto da fronteira entre a Arábia Saudita e o Iêmen, e o pequeno porto de Maidi.

"É possível repetir o mesmo número de saídas, é possível uma operação terrestre, todas as opções estão sendo consideradas para impedir essas práticas das milícias", disse o porta-voz militar, brigadeiro-general Ahmed Asseri, à emissora de TV al-Arabiya, na noite de quarta-feira.

Nesta quinta-feira (7), o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, iniciou as negociações em Riad para interromper a campanha de ataques aéreos lançada em 26 de março por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, de modo a permitir o envio de ajuda a iemenitas desesperados por comida, água e medicamentos.

Os houthis disseram nesta quinta-feira que bombardearam uma instalação de defesa aérea da Arábia Saudita, ao norte de Najran, depois de lançarem morteiros e foguetes contra a cidade na terça e quarta-feira, matando oito pessoas. Outros dois sauditas foram mortos por bombas dos houthis que atingiram um vilarejo na província de Jizan.

A coalizão árabe tem sido cautelosa quanto a entrar por terra no Iêmen, consciente das dificuldades de enfrentar um exército de guerrilha bem entrincheirado em seu próprio terreno montanhoso. Mais de 100 soldados sauditas foram mortos durante a guerra de 2009-10 na fronteira entre o reino e redutos dos houthis, que incluiu combates terrestres em aldeias. No atual conflito, dez guardas de fronteira e soldados do Exército saudita morreram em ataques de morteiros.

Fonte: Reuters

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