sábado, 9 de maio de 2015

Americano é acusado de tentar vender segredos nucleares

Um ex-funcionário da Comissão Nuclear Reguladora dos Estados Unidos (NRC, na sigla em inglês) foi denunciado nesta sexta-feira (8) por tentar infectar dezenas de caixas de e-mail do Departamento de Energia (DoE) com vírus e de querer vender segredos nucleares para outros países.
Charles Harvey Eccleston, de 62, tentou vender seus segredos para Irã, China, Venezuela e para um país não identificado.
Em janeiro, o acusado enviou um e-mail que acreditava estar infectado por um vírus para mais de 80 endereços. Apresentado como uma "conferência de formação nuclear", o e-mail tinha como objetivo danificar a rede do DoE e obter informações oficiais sensíveis em matéria de armamento nuclear, relata um comunicado do Departamento da Justiça.
Demitido do DoE e do NRC em 2010 por "problemas de comportamento e de resultado", ele chamou atenção do FBI (a Polícia Federal americana), quando ofereceu informações confidenciais do governo americano a uma embaixada estrangeira em Manila, em 15 de abril de 2013.
A Justiça americana se recusou a identificar o país em questão, apresentando-o como "país A".
Segundo a ata do FBI, da qual a AFP obteve uma cópia, Eccleston ofereceu ao "país A" uma lista de 5.082 e-mails de funcionários, engenheiros e empregados da comissão nuclear, em troca de US$ 18,8 mil.
O homem obteve esses dados porque tinha acesso a documentos "Top secret".
"Quando lhe perguntaram sobre o que faria caso o 'país A' não estivesse interessado nas informações governamentais oferecidas por ele, respondeu que iria para China, Irã e Venezuela, porque achava que esses países estariam interessados na informação", afirma o documento, de 50 páginas.
Para prender o homem, agentes do FBI se fizeram passar por funcionários do "país A" e lhe enviaram o suposto e-mail infectado para que encaminhasse para os computadores do governo. Na verdade, não havia vírus algum.
Eccleston pode ser condenado a até 50 anos de prisão pelas quatro acusações que pesam contra ele.
Fonte: AFP

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