
Os Estados Unidos retirarão de serviço seus mísseis nucleares de cruzeiro Tomahawk no prazo de três anos, já que não dependem mais destas armas para defender o nordeste da Ásia, revelou nesta quarta-feira um funcionário do Pentágono.
"O calendário de retirada (dos Tomahawk) envolve os próximos dois ou três anos", disse em entrevista coletiva James Miller, subsecretário americano para políticas de Defesa.
A decisão foi adotada após "amplas consultas" dos Estados Unidos com seus aliados, incluindo Japão e Coreia do Sul, sobre a possibilidade de retirar a versão nuclear do Tomahawk, chamada de TLAM-N.
"Atingimos um ponto de mútua confiança sobre o fato de que o TLAM-N é um sistema inútil para a dissuasão efetiva e ampla no nordeste da Ásia", explicou Miller.
Washington possui outros sistemas nucleares para este fim, como os mísseis balísticos intercontinentais e os lançados por submarino.
A eliminação destes mísseis faz parte da nova política nuclear anunciada por Washington na terça-feira passada, que inclui a redução do papel das armas atômicas.
Sobre Tomahawk

O mais devastador dos mísseis Tomahawk, o RGM-109A é a versão do Tomahawk com uma ogiva nuclear com um poder destruitivo equivalente a 200.000 toneladas de explosivo convencional. Como nos outros casos de mísseis Tomahawk, existe uma versão lançada de submarinos (UGM) e outra lançada de navios de superfície (RGM)
Fabricante: Raytheon Systems
Função principal: Ataque ao solo
Alcance: 2.400km
Precisão: 80m Velocidade: 880km/h
Tipo de ogiva : Nuclear
Potência = 200kt
Peso total: 1350Kg
Comprimento: 6.25 M.
Diâmetro: 533mm
Sistema orientação: Inercial / Identificação digital de terreno
Fonte: AFP / GeoPolítica Brasil
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