segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Turquia reconsidera adesão á OTAN

"É hora de reconsiderar a questão da adesão da Turquia à OTAN", afirmou o conselheiro chefe de Erdogan, Yalcín Topcu, de acordo com a mídia local. A Turquia tem o segundo maior exército da aliança depois dos Estados Unidos.

"A presença da nação turca nesta instituição tornou-se questionável ", disse Topcu, anunciando o comportamento da aliança em relação a Ancara como "brutal e desonroso", informou o jornal Haberturk.

As tensões entre a aliança militar e a Turquia aumentaram semana passada, quando o líder fundador da Turquia, Mustafa Kemal Ataturk, e o atual presidente Recep Tayyip Erdogan, foram retratados como "inimigos" durante os exercícios da OTAN na Noruega. Erdogan disse que o incidente foi um ataque visando "A Turquia e a nação turca".

O que a OTAN fez foi um escândalo", disse o líder turco a um congresso provincial da Justiça e Desenvolvimento (AKP) na província oriental de Bayburt no domingo (19), informou Hurriyet. "Eles sabem que não podem parar o nosso país, e é por isso que eles estão nos colocando em uma placa de destino. Espero que aqueles que acolhem os ataques contra nós agora, compreendam a verdadeira face do assunto, já que Ataturk também foi incluído".

O problema não é um problema pessoal. O alvo é a Turquia e a nação turca ", observou.

Hoje existe uma Turquia que não pode ser comparada com a que existia há 15 anos atrás, em todos os campos, da economia ao setor de defesa e do comércio à diplomacia. Agora existe uma Turquia que produz suas próprias armas e tanques", alertou Erdogan.

Na semana passada, as tropas turcas foram forçadas a deixar os exercícios da OTAN antes do cronograma, depois que os nomes de Erdogan e Ataturk apareceram em uma "carta inimiga" embaraçosa. Foi decidido retirar todos os 40 soldados turcos do exercício "imediatamente", disse Erdogan, acrescentando que a remoção desses nomes do "cartaz inimigo", com seu nome de um lado e uma imagem do fundador moderno da Turquia, não mudaria sua decisão. "Não pode haver aliança assim", disse Erdogan.

Na sexta-feira (17), o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, emitiu uma declaração dizendo: "Peço desculpas pela ofensa causada". Segundo o chefe da OTAN, o incidente no Centro de Guerra Conjunta da aliança em Stavanger, na Noruega, foi o resultado de uma "ação individual" e "Não refletiu as opiniões" da aliança.

"O indivíduo em questão foi imediatamente removido do exercício pelo Joint Warfare Center, e uma investigação está em andamento. Ele era um funcionário civil contratado pela Noruega e não um funcionário da OTAN ", disse ele.

Erdogan rejeitou as desculpas da OTAN pelo que ele chamou de "impudência" durante os exercícios da aliança na Noruega.

"Ontem, você testemunhou a impudência nos exercícios da OTAN na Noruega. Existem alguns erros que não podem ser cometidos por tolos, mas apenas por pessoas vis", disse Erdogan em um discurso televisionado no sábado (18). Ele acrescentou que o incidente mostra "um reflexo do ponto de vista distorcido que observamos na OTAN por um tempo".

Este assunto não pode ser coberto com uma simples desculpa ", disse ele.

Há também um crescente antagonismo entre a Turquia e alguns dos seus aliados dentro da aliança militar. A decisão da Ancara ao comprar sistemas antiaéreos S-400 russos, causou preocupação entre alguns estados membros da OTAN, incluindo os EUA. O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse em outubro que a decisão da Ancara por comprar o sistema S-400, não prejudica os interesses da OTAN. O acordo repetidamente foi atacado pelas principais autoridades militares dos EUA, que disse que "seria uma preocupação" para Washington. A falta de interoperabilidade com as armas da OTAN foi nomeada como um dos principais problemas, com o Pentágono insistindo que "o sistema de defesa antimísseis interoperável da OTAN continua a ser a melhor opção".


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com agências

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