domingo, 19 de novembro de 2017

CECOMSAER esclarece informações improcedentes veiculadas em artigo do jornal Diário do Poder

Na última quinta-feira (16), o jornal Diário do Poder, publicou um artigo do colunista Cláudio Humberto, o qual tinha o seguinte título: “Safadeza grande na compra de aviões de combate”.

Tal artigo escrito sem o menor conhecimento a respeito da compra dos novos caças brasileiros, foi mais uma marcante gafe de jornalistas sem o embasamento técnico e conhecimento dos meandros da defesa, necessários para se abordar um assunto tão sério e importante como a compra do material de defesa, trabalho que deve ser feito com embasamento em pesquisas aprofundadas e consultando especialistas no setor. A falta na observância destes pressupostos, infelizmente resultou no artigo muito distante da realidade que apresenta o programa FX-2 Gripen E/F BR, para não dizer no mínimo maldoso por parte do referido colunista em relação ao programa de modernização das forças armadas brasileiras.

A repercussão do artigo levou o CECOMSAER a emitir a seguinte nota sobre o trabalho publicado no Jornal Diário do Poder, afim de esclarecer as informações improcedentes veiculadas no artigo:


Prezado Cláudio Humberto,
Com relação à coluna publicada no jornal Diário do Poder, de quinta-feira (16/11/17), intitulada “Safadeza grande na compra de aviões de combate”, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica esclarece o seguinte:
Não é correta a informação de que o contrato foi assinado no valor de 5,4 bilhões de dólares americanos (USD), uma vez que, na verdade, ele foi celebrado em coroas suecas (SEK), no valor de SEK 39.882.335.471,65 (conforme Diário Oficial da União de 27 de outubro de 2014).
No câmbio atual* (16/11/17), isso corresponde a USD 4,74 bilhões. Dessa forma, se fosse aplicado o mesmo raciocínio simplista utilizado pela coluna para o cálculo do valor de cada aeronave, chegaríamos a U$D 131,7 milhões e não U$D 150 milhões, conforme afirma a nota.
Desse modo, fica evidente que o exemplo dado na nota é falso e que o argumento de superfaturamento de USD 10 milhões por aeronave vendida ao Brasil não procede, pois a comparação efetuada se apresentaria da seguinte forma:
USD 140 milhões (preço oferecido à Suíça, de acordo com informações da coluna)
USD 131,7 milhões (preço da aeronave brasileira, utilizando a mesma “metodologia” de cálculo da coluna)
USD 8,3 milhões (economia em relação à oferta teoricamente feita à Suíça)
É importante esclarecer que o valor final de cada aeronave varia de acordo com os requisitos técnicos solicitados pela Força Aérea do país comprador, o que impacta diretamente no montante final do contrato, tornando difícil uma comparação dos valores absolutos entre países compradores de uma mesma aeronave.
Não se pode esquecer que a escolha e aquisição da aeronave Gripen NG foram realizadas com base em mais de 30.000 páginas de estudos técnicos realizados pela Força Aérea Brasileira, tendo sido sempre pautados na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial e transferência de tecnologia.
Desta forma, fica muito difícil que pessoas alheias a esse processo possam comparar propostas comerciais dessa natureza, pois se trata de tarefa complexa e, feita da forma como o fez a coluna, pode facilmente haver uma distorção da realidade.
Assim sendo, para evitar que a credibilidade da coluna seja atingida pela divulgação de ilações e conclusões errôneas a respeito de questões extremamente técnicas e complexas, ressalto que sempre mantemos equipes de assessoria de imprensa disponíveis 24 horas por dia para apoiar a todos os jornalistas interessados.
Por fim, a Aeronáutica esclarece que, juntamente com a aeronave de transporte KC-390, a aquisição do Gripen NG é uma prioridade da Força e uma necessidade para o país, que contará com uma aeronave de última geração para atuar na Defesa Aérea Brasileira por, no mínimo, 30 anos.


Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez LORENZO
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica


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