segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ARA "San Juan" - Buscas são intensificadas nesta segunda com chegada de reforços

Há cinco dias desaparecido, argentinos lutam contra o tempo para localizar submarino ARA "San Juan" e resgatar com vida seus 44 tripulantes. Nesta segunda-feira os esforços estão sendo duplicados, tendo a operação recebido importantes reforços, com mais navios e meios aéreos trabalhando nesta corrida pela vida.

“Triplicamos os esforços de buscas ao submarino, tanto em terra como debaixo d'água, com dez aeronaves”, disse o porta-voz da base naval argentina, Gabriel Galeazzi. 

O submarino fez contato pela última vez na quarta-feira (15). Desde então as operações de busca ao ARA "San Juan" ganhou uma dimensão internacional. 

O ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, agradeceu ao Chile, Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Colômbia, Uruguai e Peru pela colaboração com as buscas pelo submarino, tendo atendido ao pedido de ajuda.

Gabriel Galeazzi explicou que os navios engajados nas buscas estão seguindo a rota que estava planejada, varrendo toda a área. Também há navios da marinha argentina e dos países que se somaram aos esforços realizando uma varredura de norte ao sul e do sul ao norte.

O porto de Mar Del Plata, na província de Buenos Aires, tornou-se um ponto de encontro entre pessoas que procuram informações e se juntam para aguardar notícias e rezar pelos tripulantes.

Comunicação satelital 

A Argentina detetou comunicações por satélite no último sábado (18), que acreditam as autoridades, podem ter sido oriundas do submarino desaparecido há cinco dias. Porém, segundo nota emitida pela empresa de comunicação satelital Iridium, a mesma não confirma que houve qualquer emissão deste a quarta-feira (15) oriundas do submarino argentino, deixando em aberto a possibilidade da mesma ter sido feita através de sistema de comunicação satélite de outra rede que não a dela, não descartando a possibilidade da mesma ser oriunda do ARA "San Juan".

Apesar das chamadas virem da área que se situa a zona de buscas, ainda não está confirmado se o sinal partiu da tripulação.

William Craig Reed, ex-mergulhador e marinheiro dos Estados Unidos, disse à CNN que o submarino tem um dispositivo de emergência que permite enviar sinais. Ainda assim, até à data não há maneira de confirmar que algum sinal tenha sido enviado do submarino.

Caso o mesmo ainda esteja navegando rumo ao seu destino, pode estar cumprindo os protocolos previstos, onde o submarino deve viajar a cerca de 50 metros de profundidade e vir á superfície uma vez a cada 24 horas para renovar o oxigênio, recarregar baterias e realizar comunicação com sua base.

Se o submarino estiver submerso e a deriva sem meios de comunicação e locomoção, os tripulantes possuem de uma semana a dez dias de oxigênio, mas há outros fatores nesta difícil equação que torna impossível criar previsões precisas, tal como saber a última vez foram recarregadas suas baterias, há quanto tempo renovaram o ar pela última vez e o que se passa dentro do submarino. 

As horas passam e a angústia aumenta entre os membros das equipes de busca e familiares, nós esperamos que logo seja possível localizar o submarino e realizar o resgate de seus tripulantes.


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com agências

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