segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Japão intercepta aeronaves chinesas

Pequim enviou aeronaves de coleta de informações, bem como bombardeiros através do espaço aéreo internacional no Mar da China Oriental. O movimento levou o Japão a enviar caças em resposta, apesar da China classificar o ocorrido como um exercício "regular".

O incidente ocorreu no domingo (19), quando quatro bombardeiros H-6 chineses e duas aeronaves SIGINT/ELINT voaram pelo Estreito de Miyako entre as ilhas de Okinawa e Miyako e de volta, segundo o Japan Times. O Japão em resposta enviou seus caças para acompanhar de perto as aeronaves chinesas, embora não tenha sido detectada nenhuma violação do espaço aéreo japonês.

O movimento levou o Japão a elevar sua atenção com a crescente presença dos militares chineses na área. Pequim, entretanto, acusou Tóquio de tratar o incidente fora da proporção, enfatizando que o ocorrido fazia parte de exercícios "regulares" da China.

Ren Guoqiant, porta-voz do Ministério da Defesa, reiterou que os exercícios eram regulares, afirmando que as forças armadas da China continuarão a organizar exercícios semelhantes no futuro.

As atividades no Mar da China Oriental são particularmente sensíveis para os dois lados, que estão envolvidos na disputa pelas Ilhas Senkaku, conhecidas como as ilhas Diaoyu na China. Os territórios, que estão 200 milhas náuticas ao sul de Okinawa, são controlados pelo Japão.

As aeronaves chinesas rotineiramente são avistadas voando sobre as águas próximas as ilhas. No entanto, o Ministério da Defesa do Japão disse no mês passado que lançou seus caças 287 vezes para interceptar aeronaves chinesas no primeiro semestre deste ano.

O ministério japonês citou um aumento nos voos "incomuns" , incluindo um exercício em agosto, realziado nos céus acima da Península de Kii, o que levou o Japão a expressar sua preocupação "através dos canais diplomáticos", afirmou o ministro da Defesa, Itsunori Onodera.

Embora o Japão e a China estejam envolvidos em uma disputa no Mar da China Oriental, Pequim também está envolvido em conflitos semelhantes com outros países asiáticos no Mar da China Meridional. Pequim alertou Tóquio para que não se envolvesse nessas disputas em março, ameaçando uma "resposta firme" se assim fosse necessário.

Enquanto isso, os EUA também estão cada vez mais ativos na região, realizando simulações conjuntas com o Japão e a Coréia do Sul, em meio a crescentes tensões com Pyongyang. Em setembro, um par de aeronaves F-15 japoneses realizaram um exercício militar com dois bombardeiros B1-B dos EUA acima do Mar da China Oriental.

A presença dos EUA na região foi criticada por Pequim, com a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, afirmando em agosto que o aumento nas atividades da marinha dos EUA representa um perigo para a liberdade e segurança da navegação. "Esperamos que os Estados Unidos atentem e atendam adequadamente a esta questão" , disse ela na época.


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com agências

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