terça-feira, 4 de outubro de 2016

S-300 implantado na Síria cria polêmica com EUA

Uma bateria do sistema de defesa aérea russo S-300 irá fornecer proteção para instalação de logística em  Tartus e os navios da marinha russa na costa da Síria, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov nesta terça-feira (4).

"É verdade que uma bateria do sistema de defesa aérea S-300 foi entregue para a Síria. E irá fornecer proteção para a instalação de logística naval em Tartus e a força-tarefa da marinha russa", disse Konashenkov.

Ele comentou ainda não está claro por que a decisão de despachar o S-300 para a Síria causou tal comoção no Ocidente.

"Deixe-me lembrá-los que o S-300 é um sistema excepcionalmente defensivo e isso não representa uma ameaça para ninguém. Além disso, um sistema equivalente desse sistema empregado em navios, chamado "Fort" já estava presente na região a bordo do "Moskva", disse Konashenkov.

A Rússia no ano passado enviou para a Síria o seu mais novo sistema de defesa aérea o S-400. Como o presidente russo, Vladimir Putin, disse em meados de março, o S-400 e o sistema Pantsir permaneceriam em serviço permanente na Síria.

EUA e o fim do cessar-fogo


Os Estados Unidos são os culpados pela ruptura de todos os acordos de cessar-fogo na Síria e por permitir aos rebeldes e terroristas acumular reservas novamente, Konashenkov disse em resposta às reivindicações do porta-voz da Casa Branca Josh Earnest que a Rússia não tinha alegadamente atingido nenhum dos seus objetivos na luta contra o Estado islâmico :

"Foi os Estados Unidos que derrubaram completamente com um ataque a aplicação dos acordos do cessar-fogo de  9 de setembro. Eles não conseguiram separar um único grupo da chamada oposição Jabhat al-Nusra, deixando assim os terroristas se reagrupar e repor as reservas."

"Não é o momento certo para os nossos colegas norte-americanos reconhecer em público que toda a oposição na Síria tem criado e ainda mantem ligação, ou são parte integrante dos mesmos grupos terroristas que combatemos - a Al-Qaeda e o Jabhat Al -Nusra? " disse Konashenkov.

Ele convidou Earnest "vir para o combate no solo". É lá a "luta contra o Estado islâmico que permitiu que grupos terroristas, agissem sob os olhos do mundo, para pela primeira vez tomar o norte do Iraque e em seguida, quase devorar Síria." diante dos Estados Unidos.

O Ministério da Defesa russo ainda não ouviu uma resposta dos Estados Unidos sobre o grupo Jabhat al-Nusra, que "tem ao longo dos anos um benevolência incrível de Washington, ou para ser mais preciso conivência direta."

O verdadeiro parâmetro para medir os sucessos da Rússia, disse Konashenkov , não é a retórica, mas as realidades da Síria: as centenas de aldeias onde a paz foi restaurada, as dezenas de milhares de quilômetros quadrados de terra libertas de terroristas e as milhares de toneladas de ajuda humanitária entregues a civis.


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com agências de notícias

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