quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

J-20 - Conheça o poderoso "Dragão chinês".

A China conquistou um feito inédito em sua história desenvolvendo de forma autônoma seu caça de quinta geração. Tal feito é um importante passo na  tentativa de Pequim em igualar as capacidades de superioridade aérea dos norte americanos e seus caças F-22 e F-35.
O mais marcante é que os chineses e seu J-20 superaram a expertise russa, logrando colocar sua mais moderna e capaz aeronave plenamente operacional á frente do Sukhoi Su-57 PAK-FA, ocupando a segunda posição no mundo como desenvolvedor e operador de caças furtivos de quinta geração, estando atrás apenas dos EUA, que já possuem á décadas em suas linhas voo aeronaves de quinta geração em plenamente operacionais.
O Su-57 PAK-FA. será tema de futuro artigo, sendo de grande relevância registrar que o caça furtivo russo tem enfrentado atrasos em seu desenvolvimento.
O J-20 é uma aeronave fantástica que surpreendeu o mundo quando surgiu pela primeira vez. Vários especialistas e analistas duvidavam da capacidade de Pequim desenvolver uma aeronave complexa de quinta geração. Fato esse considerado principalmente pela China até então só ter adotado aeronaves de origem soviética/russa e as produzido sob licença, ou cópias fruto de engenharia reversa, como os J-11, cópias chinesas do Sukhoi Su-27.
Superando todas as previsões do ocidente, os chineses desenvolveram seu caça furtivo sob sigilo, declarando o J-20 totalmente funcional em maio deste ano. Com isso o J-20 não entra para história apenas como primeiro caça de quinta geração chinês, mas também como a primeira aeronave inteiramente concebida e projetada pela China. 
A China conseguiu avançar rápido no desenvolvimento do seu caça de quinta geração, atingindo uma capacidade de combate que parecia praticamente impossível.
O novo caça confere a PLAAF uma capacidade até então impensável para sua força aérea, o J-20 tem o potencial de fornecer uma série de opções no combate aéreo anteriormente indisponíveis.
O J-20 é capaz de penetrar no espaço aéreo defendido e empregar uma variedade de armas lançando um ataque preciso.
Outra opção que passa a dispor agora a PLAAF, é a capacidade de neutralizar as linhas de apoio inimigas em um hipotético cenário de conflito próximo ao seu território, permitindo a aeronave efetuar ataques de longo alcance sobre o Pacífico, onde usando de suas características furtivas, pode interceptar e neutralizar aeronaves AWACS e reabastecedoras tão vitais para as táticas de combate aéreo contemporâneas, ou ainda atacar forças tarefas baseadas em Porta-Aviões.
O J-20 é uma verdadeira ameaça no campo de batalha moderno, sendo uma aeronave que oferece características únicas, como furtividade, aviônica digital avançada e velocidades de cruzeiro supersônicas.
Suas características permitem que seja comparado ao F-22 Raptor, apesar das poucas informações disponíveis sobre ambas aeronaves, nos restando comparar alguns pontos em comum entre ambas aeronaves e os relatórios aos quais tivemos acesso sobre ambas aeronaves. 
Sendo uma aeronave bimotor com cerca de 20m de comprimento, o J-20 apresenta-se na mesma categoria do F-22, o qual segundo analistas, supera em vários pontos as capacidades do F-35, caça furtivo de quinta geração norte americano, mas que apresenta capacidades mais modestas em relação ao F-22 e ao J-20.
Aparentemente, o J-20 possui maior capacidade de armas em seus porões, o que lhe confere alguma vantagem em relação ao F-22 no quesito capacidade de armamento interno. Uma vez que o armamento externo compromete severamente a sua capacidade furtiva.
Segundo alguns analistas, o caça chinês apresenta menor RCS apenas em sua seção frontal, o que otimiza sua baixa assinatura radar. Porém, os mesmos apontam que as laterais e a seção traseira do J-20, provavelmente apresente maior RCS. Mas todos concordam que mesmo diante deste fator, os mais modernos radares e sensores infravermelhos teriam dificuldade em identificar e apresentar uma solução de tiro contra o J-20.
Essa problemática leva á um cenário de imenso risco segundo análises feitas pela USAF e US Navy, ond em um hipotético confronto teriam expostas suas aeronaves AWACS e Reabastecedores, o que causaria um colapso as suas capacidades de combate amparadas na capacidade de coleta de informações por suas plataformas aéreas e a extensão do alcance de suas aeronaves através do reabastecimento aéreo. Além desse cenário aéreo, ainda veriam seus valiosos porta-aviões expostos a ameaça de um ataque de mísseis lançados pelos caças furtivos chineses, o que representaria um curto espaço de tempo de resposta.
Muitos sobre o J-20 é ainda desconhecido, mas suas capacidades mesmo que ainda não observadas, levam os estrategistas do Pentágono a estudar a concepção de novas aeronaves reabastecedoras furtivas.
Segundo estimativas, a China deve possuir cerca de 15 aeronaves J-20 operacionais, número que pode ser superado no próximo ano com a entrada de novas aeronaves em serviço.
Nosso parceiro, Cmte Robinson Farinazzo, preparou um vídeo incrível sobre o J-20 e você pode conferir acessando o canal "Arte da Guerra", vale a pena conferir, basta clicar aqui.


Por Angelo Nicolaci - Jornalista, editor do GBN News, graduando em Relações Internacionais pela UCAM, especialista em geopolítica do oriente médio e leste europeu, especialista em assuntos de defesa e segurança.

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