quarta-feira, 24 de março de 2010

A Paz ainda esta longe de Bagdá


Depois de mais de 7 anos da invasão do Iraque e muitas promessas de que seria implantado um governo estável e democrático em Bagdá, garantindo a paz naquela região do oriente médio, o que nós podemos ver é apenas mais um poço de lama.

Todos os dias notamos o aumento da insurgência e a violência no Iraque, muito diferente do que os EUA afirmam, a ação no Iraque esta sendo um verdadeiro fiasco, pois derrubou um ditador e criou um vácuo em seu lugar, que deu abertura para o surgimento de grupos armados que lutam contra a ocupação estrangeira e pela tomada do governo deste país.

Todos os dias nos deparamos com notícias de mais baixas militares e civis, e eu vejo como muito distante a possibilidade de haver um governo absoluto e democrático que possa lidar com a situação e unificar o povo em prol de criar um novo Estado Iraquiano. A isso devemos prestar atenção á alguns fatores históricos e étnicos que impossibilitam tal pacificação a curto prazo.

O longo periodo sob o julgo de Saddan Hussein de origem Sunita e membro do partido Baath, que dominava o cenário político com mãos de ferro gerou no povo uma sensação de controle absoluto por parte do governo, que embora enfraquecido após a Guerra do Golfo, conseguiu manter-se no poder de um Estado decadente que sofria diversos embragos que só contribuiu para um estado de penúria e a decadência das condições de vida do povo iraquiano, criando nos grupos xiitas e curdos um sentimento de aversão a tal governo e grupo étnico (Sunita). Após sua queda e a do controle que se exercia até então no Iraque para o novo molde implantado pelos EUA e seus aliados, resultou numa luta interna entre Xiitas, sunitas e a minoria curda, que disputam no "dente" os rumos do novo Estado iraquiano.

Hoje o Iraque é um dos pontos de conflito no mundo com futuro mais incerto, pois os EUA e seus aliados estão buscando uma saída para retirar suas tropas daquele teatro de operações que junto com o Afeganistão tem se tornado uma fonte de gastos cada vez maior e proibitivas para as atuais situações da econômia mundial, que esta se recuperando depois da última crise finaceira mundial e necessita de restringir os gastos militares para investir em outras áreas que tragam crescimento econômico a suas economias fragilizadas e ainda cambaleantes.

A tudo isso eu faço a seguinte pergunta: Qual será o futuro do Iraque? Poderão eles manter um governo democratico e neutralizar a insurgência sem os recursos do Tio Sam e suas tropas? Como os EUA e seus aliados vão justificar a saída do Iraque sem estabilizar o país que eles contribuiram para levar ao caos em sua ação mal-sucedida guerra de libertação ?

Isso acho que ninguém além do tempo poderá nos responder

Autor: Angelo D. Nicolaci

Editor GeoPolítica Brasil
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