segunda-feira, 29 de março de 2010

EUA podem se abster de votação na ONU sobre construções de Israel


Os Estados Unidos estão "considerando seriamente" a possibilidade de se abster caso o Conselho de Segurança da ONU proponha uma resolução condenando a construção de assentamentos de Israel em Jerusalém Oriental, informou a rede britânica BBC neste domingo.

Segundo a BBC, citada pelo jornal israelense "Haaretz", tal informação foi divulgada por uma fonte diplomática que esteve presente em uma reunião entre oficiais americanos e o ministro de Relações Exteriores do Catar, Hamad Bin Jasim Al Thani. Durante o encontro, os representantes americanos teriam dito que os EUA "consideram seriamente" a abstenção. De acordo com o "Haaretz", a Casa Branca não respondeu a uma solicitação por mais informações a respeito.

As relações entre Israel e EUA ficaram tensas no início deste mês, depois que o governo israelense anunciou a aprovação para construção de 1.600 novas casas em Jerusalém Oriental, durante a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, ao Oriente Médio.

Os EUA classificaram o anúncio de "um insulto", mas ambas as partes disseram que o incidente não prejudicaria as relações entre os dois países.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, tentou minimizar neste domingo a crise, ao assegurar que os dois países seguem sendo "aliados e amigos". "As relações entre Israel e EUA são aquelas entre aliados e amigos e refletem uma longa tradição. Mesmo quando há diferenças de opinião, são diferenças entre amigos e seguirão sendo", afirmou o chefe de governo, ao abrir hoje em Jerusalém a reunião semanal do Conselho de Ministros.

Netanyahu se reuniu-se na terça-feira (23) na Casa Branca com o presidente americano, Barack Obama. O encontro ocorreu a portas fechadas e teve poucas informações divulgadas.

Israel x ANP

A expansão das colônias em Jerusalém Oriental mantém bloqueadas as negociações indiretas entre israelenses e palestinos, que Obama pretendia reativar com mediação americana.

Netanyahu também fez críticas aos palestinos neste domingo. "Constatamos, mais uma vez, que os palestinos endureceram suas posições e não mostram o menor sinal de moderação".

O premiê também advertiu para uma resposta "firme e decidida" à morte de dois soldados israelenses na sexta-feira (26) na faixa de Gaza, em um tiroteio com membros do Hamas.

"A política de represálias de Israel é firme e decidida. Esta política é bem conhecida e continuará. O Hamas e as outras organizações terroristas têm que saber que serão os únicos responsáveis por suas próprias ações", disse Netanyahu.

As declarações ocorrem depois que dois soldados israelenses e vários militantes palestinos morreram em uma intensa troca de fogo na fronteira sudeste de Israel com Gaza.

Fonte: Folha
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