
Fracassaram ontem as negociações entre companhias aéreas e trabalhadores do setor sobre o reajuste salarial da categoria. De um lado, os empregados pedem 9% de aumento, mas o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) oferece 4,5%. Segundo o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, até o dia 9 serão realizadas assembleias em todo o país para decidir o que será feito.
"Vamos encaminhar para a assembleia a rejeição da proposta patronal, estado de greve e paralisação nos dias 23 e 24 de dezembro", afirma Klafke. O sindicalista critica o "cinismo" das empresas aéreas, que neste ano obtiveram "lucros bilionários", apesar da crise, e que não repassam o benefício ao trabalhador.
O Snea informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que aguarda a realização das assembleias em todo o país para poder voltar a negociar. O sindicato acrescenta que praticamente todos os anos há a mesma ameaça dos sindicatos de paralisação na véspera do Natal.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários do Estado de São Paulo, Reginaldo Alves de Souza, o Mandú, lembra que a reivindicação inicial dos trabalhadores era de reajuste de 10%.
Segundo Klafke, considerando-se aeronautas (tripulação de voo) e aeroviários (serviços em terra) são cerca de 70 mil trabalhadores no setor.
Fonte: Valor Econômico




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