sábado, 5 de dezembro de 2009

Conhecendo um pouco do FX-2




Enquanto o projeto FX projetava gastos de US$ 700 milhões, o FX-2 prevê gastos da ordem de US$ 4 bilhões mas exige transferência completa de tecnologia e o direito de produção sob licença da aeronave no Brasil e de exportação para o mercado sul-americano.

Devido à repercussão desta licitação que pode incluir a aquisição posterior de mais aeronaves do mesmo modelo que vencer a concorrência, esta tem sido considerada a mais importante aquisição de aeronaves militares da década.

Disputam a encomenda o Rafale e dois outros consórcios: o sueco Gripen NG, da Saab, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing. As propostas estão em fase de análise por uma comissão de especialistas do Alto Comando da Aeronáutica.

A "compra da década" teria este peso pois muitos países que estavam para definir suas compras, adiaram suas decisões finais para esperar o anúncio do resultado final da decisão brasileira. Isto porque a aeronave que o Brasil comprar, ficará mais atraente em termos de preço, dada a economia em escala da produção de um número maior de unidades.

O projeto FX-2 envolve a compra de 36 caças de última geração. Os novos caças vão substitui, gradativamente, os Mirage e os F-5, da década de 1970, e do AMX, dos anos 1990.

A análise dos militares não indicará qual proposta é superior, apenas responderá a quesitos como a capacidade operacional de cada aeronave e como a indústria brasileira deverá absorver a tecnologia virtualmente transferida.

A vantagem francesa é maior porque o governo brasileiro vê na compra do Rafale mais um passo da parceria estratégica iniciada com o acordo militar, fechado em setembro último, no qual o Brasil comprou helicópteros, submarinos convencionais Skorpène e a tecnologia para construir um submarino a propulsão nuclear. Essas compras da Defesa são estimadas em R$ 22,5 bilhões.




Mas vale lembrar que a proposta do SAAB Gripen NG também tem sido vista com bons olhos pela indústria aerospacial e de defesa brasileira, sendo considerado pela Embraer um excelente negócio, pois a transferência de tecnologia envolvida na proposta e capacidade comercial deste caça é bem atrativa se formos olhar pelo ponto de vista Latino Americano e mesmo mundial, pois trata-se de um caça mono-reator de baixo custo operacional com características muito atraentes. Pesando contra ele além do fator político que não representa tanto peso quanto os demais concorrentes devido a postura neutra da Suécia, nação de origem deste caça, há o fato do mesmo ainda se tratar de um projeto que possui apenas um demonstrador de tecnologia.




O último candidato e considerado o improvável vitorioso deste programa é o norte-americano F-18 Super Hornet da Boeing. Pois apesar do peso político representado pelo seu governo, esbarra nos problemas que já enfrentamos com relação a transferência de tecnologias e as garantias que são oferecidas por parte daquele governo.



A decisão, prevista para este mês de dezembro, será política e com base no interesse estratégico do País, segundo tem informado o Ministério da Defesa.

Fonte: Correio Braziliense / GeoPolítica Brasil
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