quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Ministro Jungmann visita Centro de Operações Espaciais do Satélite Geoestacionário

O Brasil vai colocar em órbita, em março, um moderno satélite para permitir a melhora na fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira com 10 países sul-americanos. Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o equipamento também irá por fim no apartheid da internet, assegurando o serviço de banda larga para todo território nacional.
“Esse satélite vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalização das fronteiras”, informou Jungmann, que visitou nesta terça-feira à tarde, em Brasília, o Centro de Operações Espaciais, responsável por operar, da terra, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“O satélite geoestacionário vai acabar com o apartheid digital. Todo o brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga”, comentou o ministro.
Ainda segundo Jungmann, o SGDC é o maior projeto de inclusão digital que o País já teve. “Além disso, o satélite, que será controlado pelos brasileiros, vai propiciar a segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, acrescentou.
Ao falar com os jornalistas, durante a visita, o ministro disse que o satélite vai representar um grande salto em termos de soberania e segurança das comunicações. “O satélite representa uma aquisição de tecnologia, porque engenheiros brasileiros participaram desde o início do seu projeto.”
O lançamento do SGDC está previsto para o dia 21 de março, às 19 horas, do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa.
O ministro informou aos jornalistas que está indo nesta quarta-feira (18) para Tabatinga (AM) e, depois, para Dourados (MS), para supervisionar o trabalho de segurança e defesa das fronteiras feito pelos militares das Forças Armadas e conhecer o projeto piloto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).
Satélite Geoestacionário
O projeto é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O Satélite, adquirido pela Telebras, terá uma banda KA, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e uma banda X, que corresponde a 30% do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas. O Ministério da Defesa investiu cerca de R$ 500 milhões para utilização da banda X pelos próximos 18 anos, tempo de vida estimado do produto.
Com isso, o Brasil passará a fazer parte do seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite geoestacionário de comunicações, diminuindo a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que vai gerar uma economia significativa aos cofres públicos e maior segurança em suas comunicações.
O SGDC expandirá a capacidade operacional das Forças Armadas, por exemplo, em operações conjuntas nas regiões de fronteira terrestre, em eventuais operações de resgate em alto mar e ainda no controle do espaço aéreo.

Fonte: Ministério da Defesa

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