quarta-feira, 1 de julho de 2015

Brasil está no limiar da guerra do transporte?


Os vereadores de São Paulo aprovaram o veto ao aplicativo de carona Uber. Porém a própria startup declara que a batalha não está perdida.
Mais do que isso, não há batalha, afirma Gladys Paula, da Uber, contatada pela Sputnik Brasil:
"É importante lembrar que este projeto ainda não é lei. Ele precisa passar por mais uma votação no legislativo e então será enviado para a sanção do prefeito Fernando Haddad. A Uber continua operando normalmente em São Paulo".
Segundo informações da Sputnik, haverá nos próximos meses uma segunda votação do PL.
Trata-se do projeto de lei (PL) 349/14, que pretende ilegalizar o transporte não registrado em São Paulo, igualando-o a transporte clandestino.
A representante da Uber no Brasil salientou que os vereadores receberam "mais de 200 mil e-mails" dos paulistas que manifestaram o "seu desejo de ter a Uber em São Paulo".
A mídia brasileira informa sobre confrontos, durante a votação, entre representantes de sindicatos de taxistas e partidários da "movimentação livre", como a Uber.

Segundo um sindicalista citado pela Folha de São Paulo, aplicativos como a Uber trazem "a morte" aos táxis tradicionais. Contudo, representantes da Uber insistem que é somente uma alternativa, baseada no princípio de economia compartilhada.

Até que a Uber não funciona em todas as localidades, sendo talvez uma alternativa para várias das capitais estaduais, ajudando a aliviar o tráfico, segundo os partidários deste aplicativo. Funcionários da startup confirmam que só é possível fazer uma viagem intermunicipal se você pegar um carro da Uber em uma das cidades registradas (no Brasil são quatro — Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro). Se você quiser viajar, digamos, de Manaus, é difícil conseguir usar o aplicativo lá.

Mesmo tendo havido ontem cartazes contra o aplicativo e alguns ovos atirados contra representantes da Uber, a situação não é tão tensa como na França, onde é observada uma verdadeira batalha entre a Uber e os favoráveis ao transporte tradicional, com o apoio oficial do presidente Hollande à causa dos taxistas.


Fonte: Sputnik News 

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