quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amorim critica EUA por falta de apoio ao Brasil na ONU


O ex-chanceler Celso Amorim criticou o governo americano por não apoiar a inclusão do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante palestra em Nova York, ele ainda acrescentou que os Estados Unidos não estão preparados para o crescimento de uma potência com alcance global na América Latina.

O presidente Barack “Obama apoiou a entrada da Índia (no conselho) quando visitou o país no ano passado, mas não fez o mesmo quando esteve no Brasil. Mas qual a diferença entre os dois países? São duas democracias multiculturais. A Índia tem mais habitantes, mas temos um território mais extenso e um Produto Interno Bruto (PIB) maior. A diferença é que a Índia tem arma nuclear e o Brasil, não. Foi um péssimo sinal para o restante do mundo”, disse Amorim. O ex-chanceler disse que essa era sua opinião pessoal.

Segundo Amorim, “os EUA não estão acostumados com uma potência com alcance global na região (Américas), como o Brasil” . Questionado sobre qual conselho ele daria a Obama nas relações bilaterais, Amorim respondeu que “os Estados Unidos precisam ter uma política específica para o Brasil e não incluir o País no restante da América Latina”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado via Plano Brasil
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5 comentários:

  1. Fala kamaradas...

    A prepotência americana beira ao ridículo. Suas atitudes são incoerentes e levam, cada vez mais, o país ao descrédito internacional. Essa parada de dois pesos e duas medidas com a Índia, foi um erro grotesco politicamente.

    Ñ tem como deter o avanço brasileiro. Eles sabem disso. Oq eles estão fazendo é tentar frear nossa investida internacional.

    Azar deles... .

    Falow

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  2. Fabricio,

    O problema nao são os americanos nesse caso, e sim do próprio Brasil. Ninguém entra no CS sem forças armadas bem equipadas e com considerável investimento em defesa. A política brasileira com suas FA's é vergonhosa, mas a maioria dos brasileiros não julga a defesa como ponto importante.

    A Índia recebe apoio porque, além de terem armas nucleares, possuem forças armadas bem estruturadas e prontas para atender uma situação que as necessite. Ao contrário do Brasil, que é incapaz de projetar sua força até mesmo nas Antilhas.

    O Itamaraty tem que parar de achar que a guerra hoje pode ser solucionada somente por diálogo. Esse discurso pacifista é muito bonito como idéia, mas não funciona na vida real. É a velha frase, "se você quer paz, tem de estar pronto para a guerra." Quer CS? Imponha respeito, imponha influência (não só econômica, militar também).

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  3. Fala kamarada...

    A França, Inglaterra e Rússia estão interessadas na reforma da estrutura do CS e com a entrada do Brasil neste. Mas com a China e EUA a história é outra. Há interesses políticos e econômicos em jogo. Um Brasil forte politicamente ñ é interessante p/ nenhum destes. Um pq estamos no q eles consideram seu quintal(América Latina) e o outro, penso eu, pelo mercado de Commodities.

    Um Brasil forte e inserido nos mecanismos de regularização política e econômica (FMI, OMC, CS...), dificultará os "mandos e desmandos" chineses e americanos.

    Falow

    P.s.: A Índia pode ter armas nucleares mas sua infra-estrutura em Defesa é uma "zona" logística sem fim. Enquanto a Defesa goza de fartura de recursos, a população continua na base das migalhas.

    Sempre faço uma brincadeira sem graça tenho q admitir; Qndo vem e falam muito bem da Índia e China p/ mim, falo p/ estes: "Oq estão fazendo aqui no Brasil então?!" Vão p/ China ou Índia!!!

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  4. Fabricio,

    Muitos países declaram esse apoio por interesses próprios, quase como se para deixar as nações com as quais negociam "alegres". A França por exemplo, depois de fazer vários acordos militares questionáveis conosco, resolveu nos apoiar ao CS. Mas eu duvido que seja um apoio sério.
    Um Brasil forte politicamente não é interessante para eles, mas é para gente, e eles nos respeitariam. Ninguém quer mexer com quem pode revidar. Aqui pode ser o quintal dos EUA, mas uma vez que eles não tenham soberania garantida aqui, vão querer dialogar com a gente, vão nos querer no CS. E nós poderemos exigir isso.

    O Brasil não tem uma diplomacia externa séria, com um objetivo certo, até agora tem se baseado em alianças duvidosas e a contestar as grandes potências, como uma criança mimada.

    Outra coisa, eles não nos querem fortes assim como não querem a China forte, assim como não querem a Rússia forte. Mas esses dois estão no CS, por quê? Porque são fortes, e o Tio Sam não quer problema com eles.

    Quanto a Índia, o social tem muito a ser feito, mas sua defesa é bem estruturada, e eles levam adiantes seus programas militares. Amo meu país e não pretendo deixá-lo, mas sei reconhecer quando fazem um trabalho melhor que meus governantes incompetentes.

    O Brasil tem imenso potencial, mas ainda é vítima da politicagem nojenta e da falta de seriedade e patriotismo. Mantivemos uma boa taxa de crescimento, mas esta pode melhorar muito mais, e há grandes investimentos a serem feitos. A economia vai relativamente bem, mas o resto não.

    Abraço

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  5. Fala kamarada...

    É claro kamarada q o interesse é dos dois lados.

    Falo q dentre todos os países q citamos, os EUA e China são os mais receosos pelo simples fato de serem economias q tem o poderio político, econômico e militar para ingerir suas "vontades".

    Rússia, Inglaterra e França necessitam de acordos x-laterais para compensar a falta de musculatura econômica. Aí kamarada...apoios políticos viram moedas de troca. Por exemplo: Quem fizer um acordo bem feito com o Brasil, terá uma porta aberta para a América do Sul. Por mais q haja contratempos com a Argentina, o Brasil é vitrine sul-americana.

    Kamarada...O Brasil será potência militar por mais q politicagens entravem nosso avanço. Teremos, em um futuro próximo, caças, navios, submarinos...de última geração, e seremos mais capazes de dissuadir nossa política.

    Só vejo uma saída para a entrada do Brasil no CS: O enfraquecimento americano.

    Veja o exemplo da questão palestina: Por mais q a maioria esmagadora de países apóiem a soberania Palestina, os EUA vetam qualquer medida "real" contra os interesses israelenses.

    Qnto a China...ñ tem como detê-los. A China ñ é uma aposta e sim realidade.

    Qnto a Rússia...ela possui enormes dificuldades na diversificação de sua econômica, burocracia e corrupção mais endêmica q a nossa e, o pior, sua população ñ para de diminuir.

    Qnto a Índia...ela ñ soube equacionar sua máquina de guerra. Apesar de ter números fantásticos, a desorganização qnto a diversidade de fornecedores e a obsolescência de seus meios militares é evidente e agonizante. Caças militares caem quase q semanalmente. Os Mig-21 e 23 q o digam.

    Veja estes trechos dos muitos na net:

    "A metade das armas e equipamentos utilizados pela Força Aérea da Índia são obsoletas e necessitam de reposição urgente, disse um alto funcionário da Defesa indiano."

    "Cerca de 50 por cento dos nossos equipamentos é obsoleta e precisa ser substituído"

    http://www.defensenews.com/story.php?i=4847483

    Oq tem q entender kamarada...é q a Índia tem vizinhos como China e Paquistão. No nosso caso...oa mais beligerantes são a Venezuela, Chile e Colômbia.

    Então no caso da Índia, a necessidade virou moeda de barganha.

    Infelizmente kamarada, a política é baseada em interesses dos próprios políticos. Qndo nossos interesses convergem-se aos dos políticos...bom para todos; Agora qndo ñ...nós já sabemos oq acontece.

    Falow

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