quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Chefe da ONU abre assembleia e pede "ação coletiva" contra pobreza e conflitos


O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira aos líderes mundiais unidade para enfrentar desafios como a pobreza, a pandemia da gripe suína, a mudança climática e conflitos como os da Somália, Afeganistão, Mianmar e faixa de Gaza.

"Se alguma vez houve um momento para renovar o espírito do multilateralismo e criar uma ONU de verdadeira ação coletiva, é agora. As pessoas esperam uma resposta de nossa parte", disse Ban, na abertura dos debates da 64ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Ban pediu ainda que os presidentes, premiês e diplomatas dos 192 países membros da ONU superem suas diferenças e cheguem a um acordo para lidar com a mudança climática --tema que estará no centro dos debates da assembleia deste ano.

Como é tradicional, o Brasil será o primeiro orador no debate anual com discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reunião da ONU ocorre em Nova York (EUA) e conta com intervenções previstas de mais de 120 chefes de Estado e de Governo.

Entre eles, a estreia do americano Barack Obama, que, segundo trechos divulgados pela Casa Branca, pedirá ao resto do mundo que assuma suas responsabilidades e atue em conjunto com os Estados Unidos ante os desafios globais.

"Os que costumam repreender os Estados Unidos por atuar sozinho no mundo não podem agora ficar à margem e esperar que os Estados Unidos resolvam sozinhos os problemas mundiais", afirmará Obama.

"É tempo de que cada um de nós assuma sua responsabilidade na resposta global aos desafios mundiais", completa.

Obama também destacará aos chefes de Estado e de Governo presentes na Assembleia Geral que seu país entrou em uma nova era de multilateralismo.

Em seu primeiro discurso na Assembleia da ONU desde que assumiu a presidência em janeiro, Obama vai citar os desafios mundiais, desde o derretimento das calotas polares até a proliferação nuclear, passando pelos extremistas que espalham o terror em algumas partes do mundo.

"Digo isto não para espalhar o medo, e sim para expor um fato: o tamanho de nossos desafios é superior ao alcance de nossas ações".

Fonte: Folha
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