A ARES prepara sua estrutura industrial para produzir simultaneamente a Torre Manual REMAN e o sistema automatizado REMAX, dois sistemas destinados ao emprego pelo Exército Brasileiro no âmbito do Programa Estratégico Forças Blindadas. A iniciativa aproveita a experiência acumulada no desenvolvimento do REMAX e transfere parte dos processos, tecnologias e componentes já dominados pela empresa para a industrialização do REMAN.
A estratégia reduz a necessidade de estruturas produtivas distintas e cria uma base comum para os dois sistemas. Segundo a ARES, a utilização de tecnologias e componentes compartilhados permite aproveitar equipamentos, processos e conhecimento técnico desenvolvidos ao longo do programa REMAX, encurtando etapas de preparação para a fabricação do novo sistema.
“Estamos colocando em prática uma estratégia industrial que combina a experiência acumulada no desenvolvimento do REMAX com os investimentos realizados pela ARES em tecnologia, processos e infraestrutura. Estar pronto para a produção simultânea dos dois sistemas nos permite aproveitar sinergias e ampliar a eficiência da nossa operação, ao mesmo tempo em que fortalece uma capacidade produtiva desenvolvida no Brasil”, afirma Frederico Medella, diretor Comercial e de Marketing da ARES.
A preparação da estrutura fabril incluiu a incorporação de máquinas CNC, manufatura aditiva e ferramentas de transformação digital. Entre elas está o sistema SKA Syneco, que conecta planejamento, engenharia, manufatura e armazenagem, permitindo acompanhar as diferentes etapas da produção a partir de uma arquitetura integrada.
Para uma linha voltada a sistemas de defesa, a digitalização tem efeito direto sobre o controle de materiais, rastreabilidade e gestão dos processos. A integração também permite trabalhar com maior precisão sobre ordens de produção e estoques, aspecto relevante quando diferentes produtos utilizam componentes e etapas industriais comuns.
Outro eixo é a nacionalização da cadeia de fornecimento. A ARES prevê a tropicalização de materiais, o compartilhamento de componentes e a ampliação de fornecedores brasileiros capazes de atender aos dois sistemas. Além de reduzir a fragmentação da cadeia, essa abordagem pode facilitar a manutenção e o abastecimento de peças durante o ciclo de vida dos equipamentos.
“Mais do que ampliar a capacidade de produção, esses investimentos permitem integrar diferentes etapas da operação e aumentar a previsibilidade dos processos. É uma evolução importante para uma empresa que atua em sistemas estratégicos de defesa e precisa combinar qualidade, confiabilidade e capacidade de resposta às demandas das Forças Armadas”, acrescenta Medella.
A experiência adquirida com o REMAX passa, portanto, a servir como base para uma segunda linha de produto. A utilização de processos e componentes comuns pode racionalizar investimentos industriais e criar maior comunalidade entre sistemas destinados ao mesmo usuário, com reflexos também sobre manutenção, estoque de peças e suporte técnico.
Para o Exército, a existência de uma estrutura produtiva nacional capaz de atender aos dois sistemas amplia as alternativas de sustentação local. Em programas de longa duração, a capacidade de fabricar componentes, atualizar processos e manter fornecedores ativos é um elemento relevante para preservar a disponibilidade dos equipamentos depois da entrega inicial.
“Ao reunir tecnologias, processos, componentes e uma cadeia de fornecimento cada vez mais integrada, conseguimos construir uma operação mais eficiente e sustentável ao longo do ciclo de vida dos produtos. O resultado é uma capacidade industrial que beneficia não apenas a produção, mas também a previsibilidade logística e a disponibilidade dos sistemas para o usuário final”, conclui o diretor.
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