segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Super Cobra" para o Exército Brasileiro?

Após a Marinha do Brasil recusar a oferta de aeronaves AH-1W "Super Cobra" excedentes das forças norte americanas, o Exército Brasileiro teria demonstrado interesse na aquisição destas aeronaves via FMS, conforme noticiou a Revista Tecnologia & Defesa nesta segunda-feira (26).

O Exército Brasileiro, que há certo tempo vem realizando estudos para aquisição de um helicóptero de ataque, testando diversas opções no mercado internacional, teria apresentado interesse na aquisição de aproximadamente oito aeronaves AH-1W "Super Cobra" na modalidade via FMS, sendo uma atrativa compra de oportunidade, a qual viria a se encaixar perfeitamente nas necessidades do Exército Brasileiro, que pretende criar uma unidade de ataque para operar na região norte do país, a qual hoje apresenta uma situação sensível com a crise na vizinha Venezuela.

A compra seria interessante pelo suporte oferecido no pacote, onde estaria incluso suporte logístico, treinamento, armamento e a garantia de disponibilidade das célula para operação até 2032. Esse pacote somado ao custo atrativo, leva-nos a acreditar que os "Super Cobras" estejam bem próximos de ser adquiridos pelo Brasil. Porém, como tudo tem seus prós e contras, a aquisição da aeronave vem com uma cláusula que restringe uma série de pontos acerca da manutenção e modernização da mesma, onde qualquer processo de modernização só poderá ocorrer se realizados por empresas qualificadas pelo Governo dos Estados Unidos da América, em acordo com os requerimentos do comprador. Essa cláusula é um ponto que deve ser cuidadosamente avaliado.

O "Super Cobra" foi inicialmente ofertado a Marinha do Brasil, visando oferecer a força aeronaval um helicóptero de ataque capaz de prover apoio aéreo aproximado em operações anfíbias, capacidade que segundo declarado pela Marinha do Brasil, seria desempenhada pelos meios que a mesma já possui, os quais deverão operar á bordo do novo navio da esquadra,o porta-helicópteros ex-HMS "Ocean", recentemente adquirido junto a Royal Navy.

Tais aeronaves apresentam sistemas de combate avançados, possuindo capacidades de emprego em variados teatros de operações. Os AH-1W "Super Cobra" em questão, são aeronaves relativamente novas, apesar de terem sido produzidas no final dos anos 80 e princípio de 90. Com mais de uma dezena destas já disponíveis nos estoques americanos no AMARG (Aircraft Maintenance and Regeneration Group) no Arizona, mesmo depósito de onde sairão os C-23B Sherpa recentemente doados ao Exército Brasileiro.

Os "Super Cobra", contam com uma suíte aviônica que possibilita a aeronave operar sob quaisquer condições climáticas, tanto de dia como a noite. Para tanto, conta com equipamento de visão noturna disponibilizado para os dois tripulantes, combinando  o sistema EO/IR com FLIR do tipo NTSU. O AH-1W esta equipado com sistemas de contramedidas ECM e Flares, garantindo uma maior capacidade de sobrevivência sobre território hostil, dando ao mesmo a capacidade de responder a ameaça de misseis guiados por IR ou Radar. 

As "presas" do AH-1W que conta com 4 pontos de fixação de armamentos, distribuídos em duas semi-asas que possuem dois pontos cada, essas estações de armas possuem capacidade integrada para disparar misseis AGM-114 Hellfire, Lançadores de foguetes, diversos armamentos e tanques suplementares, apresentando flexibilidade de operação dos mesmos. Além das semi-asas, o "Super Cobra" esta equipado com uma Minigun 20mm instalada na torreta sob o "queixo" da aeronave.

Tais aeronaves se passarem por um upgrade, recebendo novos aviônicos, estariam muito próximos da configuração encontrada nos mais novos AH-1Z "Viper", última versão dos AH-1 a entrar em operação com US Marine Corps.

Os "Super Cobras" seriam uma boa compra de oportunidade para Marinha do Brasil por dois pontos importantes com relação á logística, essas aeronaves possuem tratamento especial para operações embarcadas, tendo sido completamente "marinizadas", além de serem motorizadas com T700-GE401, a mesma motorização encontrada nos SH-16  "Seahawk" já operados pela Marinha do Brasil, com isso já contando com a logística necessária para sua manutenção.

Com certeza a aquisição por parte do Exército Brasileiro irá representar um importante ganho nas capacidade de prover apoio aéreo aproximado e esclarecimento ás tropas brasileiras, complementando na Amazônia os AH-2 "Sabre" operados pela Força Aérea Brasileira.




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