terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bombeiros e policiais encerram greve no Rio de Janeiro



Após quatro dias policiais e bombeiros do Rio de Janeiro encerram greve por reivindicações salariais. Na noite da última segunda - feira (13), após uma assembléia decretaram o fim da greve que reuniu pela primeira vez as três corporações. A Polícia Civil já havia abandonado a greve no fim de semana, retornando á sua rotina de trabalho.

"Suspendemos o movimento em homenagem aos nossos heróis que estão presos e para ajudar o Rio de Janeiro e o nosso turismo que é muito importante nesse momento", disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira. "Vamos voltar a trabalhar normalmente."

Após o carnaval as categorias vão se reunir novamente para discutir em conjunto as reivindicações salariais. Policiais e bombeiros defendem um salário base de 3.500 reais mais benefícios, como esta previsto na PEC 300.

O movimento no Rio de Janeiro teve uma adesão menor que o movimento baiano, onde a maior parte da tropa cruzou os braços. No Rio de Janeiro o comando da tropa não aderiu ao movimento, mantendo-se ao lado do governador e sufocando a greve com medidas disciplinares duras e a prisão de ao menos 17 grevistas e a acusação de muitos outros por insubordinação e outras transgressões.

Durante o fim de semana, um sindicato dos policiais civis já havia abandonado o movimento e uma caminhada de bombeiros pela orla foi suspensa. O esforço das categorias agora é pela libertação dos grevistas que ainda estão presos.

Eles pedem apoio da Defensoria Pública do Estado e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). "Nosso esforço agora é pela libertação dos nossos companheiros ... (a prisão) foi injusta e arbitrária", declarou.

O cabo Benevonuto Daciolo, um dos líderes do movimento que foi detido após ser acusado de incitar a difusão do movimento para outros Estados, permanece no complexo de Bangu, onde estão detidos os presos mais perigosos do Rio.

As greves no Rio de Janeiro e na Bahia devem intensificar no Congresso Nacional os debates em torno da PEC 300, proposta de emenda à Constituição que tramita atualmente no Parlamento e busca estabelecer a obrigatoriedade de um piso salarial nacional para policiais militares e bombeiros.

PMs do Paraná preparam manifestações por aumento salarial

Em luta por um reajuste salarial, policiais militares do Paraná entrarão em vigília a partir desta terça-feira (14). Eles vão intensificar as manifestações pelo Estado. Estão previstas carreatas, panfletagem e outras "manifestações pacíficas", como destacam os policiais.

Com ânimos exaltados, os policiais discutiram as mobilizações por duas horas. A reunião foi feita a portas fechadas, e todos os celulares tiveram chip e bateria retirados e expostos em cima da mesa principal --havia receio de que alguns telefones estivessem grampeados.

Por enquanto, apenas PMs em folga e aposentados, além de seus familiares, devem ser mobilizados, sem prejuízo do atendimento à população.

Uma greve policial, embora seja oficialmente descartada pelas entidades representativas da categoria ("Seria colocar a sociedade contra nós", afirma o cabo Carlos Lima, da Ascepol), é uma opção que está em pauta, segundo apurou.

Os PMs pedem piso salarial de R$ 4.513. Hoje, o valor é R$ 2.438.

"É um desprezo sentido na pele. Já foram muitas as datas estabelecidas pelo governo [para implantar o novo piso salarial] e o subsídio não vem", afirma o bombeiro Laudenir Dotta, 45, coordenador do Fórum das Entidades Representativas de Policiais e Bombeiros Militares do Paraná, onde a reunião aconteceu.

A implantação do subsídio (parcela salarial única, que elimina gratificações) nos salários dos PMs foi determinada por lei estadual em 2010 e deveria ter sido concretizada até abril de 2011. Os policiais afirmam que seus salários estão defasados desde que as gratificações foram cortadas, a partir de 1998.

"Quem está ilegal no Paraná é o governador, não são os policiais", afirma o cabo Bento Eliseo Aleixo, 34.
O governo diz que apresentará uma contraproposta ao valor reivindicado pelos PMs até o final desta semana.

À imprensa, o governador Beto Richa (PSDB) tem afirmado que as aspirações dos policiais por aumento salarial são "justas e merecidas", mas que o governo irá atuar "até onde o Estado pode ir".
"Eu tenho que zelar pelo dinheiro que não é meu, que é público", afirmou Richa, em entrevista ao "Jornal de Londrina", na semana passada.

Entre os atos programados, definidos em reunião nesta segunda (13), está um protesto em frente à sede do governo estadual, entre amanhã e quarta-feira.

Fonte: GeoPolítica Brasil / Folha
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