sábado, 15 de abril de 2017

"TROCANO" - A "Mãe das bombas da América Latina", arma brasileira similar a FOAB e MOAB

Nesta última semana, para ser exato na quinta feira (13) os EUA lançaram sua mais poderosa arma não nuclear, trata-se da GBU-43, fato que tomou as principais manchetes dos noticiários e sites de notícias. Com um elevado poder destrutivo, o assunto tomou conta dos fóruns de discussão nas redes sociais,  onde muito se tem falado e especulado, com muitos ainda citando a ATBIP, bomba termo bárica russa denominada FOAB, "Pai de todas as bombas", que possui similar poder destrutivo. E em meio a toda essa discussão gerada, nós do GBN News, resolvemos falar um pouco de nosso artefato tero bárico, que por muitos é desconhecida, trata-se da "TROCANO", o artefato mais poderoso do arsenal brasileiro.

Antes de entrar nos méritos da arma brasileira, vamos entender um pouco sobre este tipo de arma.  As bombas termobáricas, diferente dos artefatos convencionais, usam o oxigênio da atmosfera em vez de oxidantes como reagente para explosão. A detonação deste tipo de artefato causa enorme destruição, onde através de altas temperaturas e a pressão liberada pelo vácuo da explosão, causam uma onda de choque extremamente destrutiva. As primeiras bombas deste tipo surgiram na década de 1960, tendo sido desenvolvidas pelo US Army, que efetivamente usou este tipo de arma durante a Guerra do Vietnã, sendo eficiente na destruição de túneis, limpeza de campos minados e abertura de clareiras no meio da selva para criação de áreas de pouso para operação de desembarques com helicópteros. 

O arsenal dos EUA conta com uma variedade de tipos desse armamento, sendo eficientes contra bunkers e instalações subterrâneas, destruindo tais instalações e vitimando seus ocupantes, como resultado da onda de pressão criada por sua detonação.

Apesar do imenso poder destrutivo, chegando próximo ao dos primeiros artefatos nucleares, diferentemente destes, as termo báricas não usam elementos radioativos como o urânio e o plutônio, portanto, não tem apresentam o efeito colateral de contaminar a área atingida pela mesma. O resultado de sua detonação deixa a área atingida com aspecto lunar, com várias crateras no local. 

Voltando a nossa bomba nacional, a "TROCANO", é a bomba termo bárica brasileira, sendo a mais poderosa arma do arsenal brasileiro, possuindo a capacidade de destruição de uma pequena arma nuclear, mas sem os efeitos colaterais gerado pela contaminação radioativa. 

O Brasil é o único país da América Latina que domina a tecnologia de fabricaçãos deste tipo de armamento. Sendo um artefato de grandes dimensões e peso, como as famosas bombas FOAB da Rússia e a MOAB dos EUA, o seu lançamento é realizado através de um sistema de pallet, necessitando para isso de aeronaves com capacidade de carga elevada, no caso brasileiro, usamos como vetor os C-130 Hércules, com o artefato sendo lançado pela rampa traseira da aeronave.

A "TROCANO" possui cerca de 9 toneladas de tritonais uma mistura de TNT (80%) e pó de alumínio (20%). O Alumínio é empregado para aumentar a capacidade de detonação do TNT na casa dos 18%, sua detonação tem um raio de destruição na casa de 1 km.

Pouco há de informação disponível sobre o dispositivo brasileiro, classificado como arma estratégica e de acesso restrito a informações. Mas o pouco que temos acesso, nos permite afirmar que nosso armamento é tão eficiente e operacional quanto os similares que fazem parte dos arsenais das principais potências, sendo motivo de reconhecimento da capacidade de nossas instituições de pesquisa e desenvolvimento. Sendo apenas lamentável o descaso do governo com relação ao aporte financeiro desses centros de pesquisa e desenvolvimento que tem a duras penas elevado o Brasil a posições ímpares no cenário mundial.


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