terça-feira, 28 de junho de 2011

Fabricante europeu apresenta modelo que promete voar duas vezes mais rápido do que os aviões supersônicos sem poluir


Se depender dos projetos apresentados na última semana no Salão Aeronáutico de Le Bourget, na França, a experiência de voar de avião no futuro será semelhante a uma viagem espacial. No evento, o consórcio de aviação europeia (EADS) lançou o seu conceito de aeronave hipersônica. Apelidada de Zehst (sigla em inglês para Transporte Hipersônico de Emissão Zero), a máquina lembra o Concorde – aposentado em 2003 – mas promete superar o supersônico (leia quadro). Uma viagem entre Londres e Tóquio, por exemplo, levaria menos de três horas. E o melhor: sem cuspir CO2 na atmosfera.

O modelo será desenvolvido até 2020 e comercializado após 2040. A ideia é que o voo do Zehst seja dividido em três fases. Primeiro, a aeronave decolaria usando motores comuns. A diferença aqui é o biocombustível feito à base de algas. Depois dos cinco quilômetros de altitude, entrariam em ação os propulsores de foguetes, que levariam os passageiros a 32 quilômetros de altura, na estratosfera. A partir daí, o voo seria conduzido por motores a hidrogênio.


O sistema é tão inovador que, ao menos por enquanto, os pesquisadores não sabem estimar a quantidade de combustível que seria necessária para a viagem. “Não existem parâmetros para esse cálculo. Estamos no início. Mas sabemos que a alta velocidade exigirá muito combustível, por isso os motores terão que ser os mais limpos possíveis”, explica o diretor de Comunicações e Tecnologia do EADS, Gregor von Kursell. Utopia? Só resta esperar até 2040 na esperança de poder dar um pulinho em Tóquio no fim de semana.

Fonte: Isto é
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