segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

"USS Fort McHenry" adentra o Mar Negro em clima tenso na região

Mais um navio da Marinha dos EUA chegou ao Mar Negro, o navio de desembarque "USS Fort McHenry", entrou no Mar Negro, onde as tensões estão altas depois que três navios ucranianos violaram as águas territoriais russas no final de novembro e foram arrestados.
"A chegada do "USS Fort McHenry" reafirma a nossa determinação coletiva para a segurança do Mar Negro e reforça nossas fortes relações com nossos aliados e parceiros da OTAN na região", disse a vice-almirante Lisa M. Franchetti, comandante da  frota.
O "Fort McHenry", baseado na Flórida, está em uma operação regularmente programada com a 6ª Frota da US Navy, visando "conduzir operações com aliados e parceiros para promover segurança e estabilidade na Europa", disse o comunicado emitido pela 6ª Frota dos EUA no último domingo (6).
Também lembrou que a Marinha dos EUA opera rotineiramente no Mar Negro, dizendo que age de acordo com o direito internacional.
Seis navios militares americanos realizaram missões na área em 2018, incluindo os destróieres de mísseis guiados "USS Ross", "USS Carney" e "USS Porter", bem como o "USS Mount Whitney", o navio de desembarque "USS Oak Hill" e o  "USNS Carson City".
As águas continuam turbulentas no Mar Negro depois que três navios ucranianos violaram a fronteira marítima russa no Estreito de Kerch, entre a Crimeia e a Rússia continental em 25 de novembro. A provocação de Kiev levou a uma longa perseguição naval que culminou com a guarda costeira russa retendo os invasores.
Não houve mortes como resultado do impasse, mas os navios ucranianos foram apreendidos e os marinheiros a bordo estão agora aguardando julgamento na Rússia.
O incidente, que ocorreu na área que costumava ser águas territoriais russas, mesmo antes de sua reunificação com a Crimeia em 2014, foi marcado como uma "agressão" em Washington e viu uma cúpula muito esperada entre Donald Trump e Vladimir Putin cancelada.
O Representante Especial dos EUA para a Ucrânia, Kurt Volker, instou os EUA a "aumentar a presença no Mar Negro" em cooperação com a Turquia e a UE.
O Vice-Ministro dos Territórios Ocupados da Ucrânia, Yury Hrymchak, foi ainda mais longe, sugerindo que a Marinha britânica navegasse através do Estreito de Kerch em nome da liberdade de navegação. "Seria interessante ver como os russos reagirão", disse ele.
No início desta semana, o assessor presidencial ucraniano, Yury Biryukov, anunciou que Kiev planejava enviar seus navios pelo estreito de Kerch. "Nós vamos fazer isso, não importa se os russos gostem ou não", disse ele.
Moscou disse repetidamente que não tem objeções aos navios de guerra ucranianos que viajam entre os mares Negro e Azov através do Estreito de Kerch, mas insiste que isso deve ser feito de acordo com o procedimento acordado, com Kiev informando antecipadamente o lado russo sobre seus planos de navegação. A Rússia também considera que a presença dos navios dos EUA e da OTAN no Mar Negro serve apenas para aumentar as tensões e colocar a Europa em risco de um conflito militar.

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com agências
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