sábado, 17 de outubro de 2026

Nova Zelândia assina acordo de US$ 940 milhões para cinco MH-60R Seahawk

 

A aquisição substituirá os SH-2G Seasprite e reforçará as capacidades de guerra antissubmarino e de combate a alvos de superfície. As entregas devem começar em 2030.

A Nova Zelândia assinou em 16 de outubro um acordo com os Estados Unidos para adquirir cinco helicópteros navais MH-60R Seahawk, incluindo armamentos, sistemas de missão, treinamento, peças de reposição e suporte logístico. O programa prevê a renovação da aviação embarcada da Marinha Real da Nova Zelândia e o fortalecimento de suas capacidades navais no Indo-Pacífico.

As aeronaves substituirão os SH-2G Seasprite atualmente em serviço. As entregas estão previstas para começar em 2030. A Marinha será responsável pelas tripulações, enquanto a Força Aérea Real da Nova Zelândia assumirá a manutenção dos helicópteros.

Armamentos e capacidades operacionais

O pacote inclui 65 mísseis AGM-114R Hellfire, 225 foguetes guiados APKWS, metralhadoras M240D e torpedos leves Mk 54. Essa configuração permite ao MH-60R executar missões contra submarinos e embarcações de superfície, além de apoiar operações navais e de busca e salvamento.

Projetado para operar a partir de navios de guerra, o Seahawk combina radar, sensores eletro-ópticos, sonar aerotransportado, sonoboias e sistemas de detecção de anomalias magnéticas. O conjunto permite localizar, acompanhar e engajar ameaças submarinas, ampliando a área de vigilância e a capacidade de resposta das unidades navais.

O helicóptero pode atingir aproximadamente 330 km/h e possui alcance divulgado de 963 km. Sua integração ao sistema tático Link-16 permite compartilhar informações com plataformas compatíveis, favorecendo a coordenação entre navios, aeronaves e outras forças.

Interoperabilidade no Indo-Pacífico

A escolha do MH-60R também favorece a interoperabilidade com a Austrália e outros parceiros que operam sistemas compatíveis. A padronização de plataformas e procedimentos pode facilitar operações conjuntas, treinamento e apoio logístico em um ambiente regional marcado pela crescente importância da vigilância marítima e da guerra antissubmarino.

O programa prevê US$ 940 milhões em investimento de capital, além de uma média estimada de US$ 62,2 milhões anuais para operação durante os primeiros dez anos. Em junho, os Estados Unidos haviam autorizado uma possível venda militar estimada em até US$ 1,5 bilhão, antes da conclusão do acordo.

SH-2G Seasprite atualmente em serviço

A substituição dos Seasprite pelos Seahawk representa uma mudança relevante na aviação naval neozelandesa. A efetividade do programa dependerá não apenas da entrega das aeronaves, mas também da integração dos sistemas, da disponibilidade dos armamentos, da formação das tripulações e da sustentação logística ao longo da vida útil da frota.


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