sexta-feira, 27 de março de 2026

Operação Catrimani II destrói pista clandestina na Terra Indígena Yanomami e atinge logística do garimpo ilegal

Com uma ação voltada à interrupção das estruturas logísticas do crime ambiental na região amazônica, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo, realizou na última terça-feira (17 de março) a interdição de uma pista de pouso clandestina localizada na Terra Indígena Yanomami. A operação integra um esforço contínuo de desarticulação da cadeia de suprimentos que sustenta a mineração ilegal em áreas remotas.

A ação faz parte de uma estratégia mais ampla que busca tornar a atividade garimpeira ilegal economicamente inviável, ao atingir diretamente seus pontos críticos de apoio logístico. Segundo o comando da operação, a malha aérea clandestina representa um dos principais vetores de sustentação do garimpo, permitindo o abastecimento de combustível, transporte de mantimentos, peças e a movimentação de pessoal.

Durante a operação, foram empregados cerca de 350 kg de explosivos, utilizados de forma controlada em pontos estratégicos da pista, garantindo sua completa inutilização. As detonações impossibilitaram pousos e decolagens na área, comprometendo diretamente a capacidade de reabastecimento das frentes de exploração ilegal.

Para o transporte das tropas e dos materiais empregados na missão, foram utilizadas aeronaves UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil, HM-1 Pantera, do Exército Brasileiro, e H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira, evidenciando a integração entre as Forças Armadas em ambiente conjunto de operações.

A destruição da pista atinge um dos pilares logísticos do garimpo ilegal. Em regiões de difícil acesso como a Terra Indígena Yanomami, a dependência de infraestrutura aérea clandestina é determinante para a viabilidade das atividades ilegais. Sem essas pistas, há ruptura no fluxo de insumos essenciais, aumento expressivo dos custos operacionais e redução da capacidade de escoamento do minério extraído.

De acordo com a avaliação operacional, a ação não possui caráter isolado, mas se insere em um cronograma contínuo de desintrusão. O foco da operação vai além da repressão direta, abrangendo também a proteção da saúde das comunidades indígenas e a preservação ambiental, diante dos impactos associados à mineração ilegal, como a contaminação por mercúrio e o desmatamento de áreas sensíveis.

O Comando Operacional Conjunto Catrimani II destaca que o objetivo central é manter pressão constante sobre as rotas logísticas do crime, reduzindo sua capacidade de reorganização e ampliando o controle territorial do Estado na região.

A operação é amparada pela Portaria GM-MD nº 5.831/2024 e reúne esforços das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências governamentais. A atuação conjunta reforça a presença estatal na região mais sensível da Terra Indígena Yanomami, consolidando uma estratégia integrada de combate a crimes ambientais em sua dimensão preventiva e repressiva.


GBN Defense - A informação começa aqui

com Exército Brasileiro

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