O Centro de Avaliações do Exército Centro de Avaliações do Exército (CAEx) conduziu, entre os dias 16 e 20 de março, uma série de testes operacionais com a Viatura Blindada de Reconhecimento Média Sobre Rodas EE-9 Cascavel, no âmbito do programa de modernização da plataforma. As atividades incluíram ensaios de tiro de precisão com o canhão de 90 mm e o emprego de lançadores de granadas fumígenas, com foco na validação de capacidades essenciais ao emprego em combate.
Os testes tiveram como objetivo verificar o desempenho do sistema de armamento em diferentes condições, incluindo engajamentos a alvos a até 1.000 metros. Além disso, a geração de cortinas de fumaça foi avaliada como componente tático de proteção e manobra, reforçando a doutrina de emprego da viatura em ambiente operacional.
As atividades reuniram engenheiros militares, técnicos e militares de diferentes organizações do Exército, incluindo a Diretoria de Fabricação, o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, o Arsenal de Guerra de São Paulo e o Centro de Instrução de Blindados. O esforço conjunto evidencia a integração entre áreas técnicas e operacionais no processo de atualização de meios blindados da Força Terrestre.
O programa de modernização do EE-9 Cascavel integra o esforço estratégico do Exército Brasileiro para ampliar a letalidade, mobilidade e consciência situacional das unidades mecanizadas. A proposta é transformar a plataforma em um vetor mais moderno, com maior eficiência operacional e capacidade de sobrevivência no campo de batalha contemporâneo.
Entre os avanços incorporados estão sistemas de ajuste de pressão dos pneus para diferentes terrenos, melhorias no sistema de frenagem e um novo sistema de controle da torre, que permite a operação do canhão de 90 mm por meio de joystick, aumentando a precisão e reduzindo a carga de trabalho da guarnição.
Outro destaque é a integração de um lançador de mísseis anticarro, ampliando significativamente a capacidade de engajamento contra alvos blindados. Também foram implementados motores e transmissões automáticas de maior desempenho, com aplicação dual, aproveitando tecnologias amplamente utilizadas na indústria automotiva para otimizar custos e manutenção.
Com índice superior a 90% de nacionalização, o projeto reforça a participação da Base Industrial de Defesa. O consórcio “Força Terrestre”, formado por empresas como AKAER, OPTO Eletrônica S/A e Universal Importação e Comércio Ltda, atua em cooperação com o Exército no desenvolvimento e integração de sistemas.
Segundo a avaliação institucional, os resultados obtidos consolidam a modernização do Cascavel como um marco relevante dentro do conceito de “Exército do Futuro”, reforçando a capacidade de combate da Força Terrestre e a autonomia tecnológica da indústria de defesa brasileira.
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Com Exército Brasileiro








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