domingo, 18 de janeiro de 2026

Iraque e Paquistão discutem aquisição do caça JF-17 e expansão de cooperação aérea

O Iraque manifestou interesse na compra de caças JF-17 Thunder, fabricados pelo Paquistão, após reuniões de alto nível entre comandantes das forças aéreas dos dois países. O Marechal de Campo Zaheer Ahmed Babar Sidhu, do Paquistão, reuniu-se com o Tenente-General Muhannad Ghalib Muhammad Radhi Al-Asadi, Comandante da Força Aérea Iraquiana, no quartel-general do Comando da Força Aérea do Iraque, onde discutiram o fortalecimento da cooperação militar bilateral, com ênfase em treinamento conjunto, capacitação e interoperabilidade operacional.

Durante o encontro, Sidhu reafirmou o compromisso do Paquistão em apoiar a Força Aérea Iraquiana no desenvolvimento institucional e em programas de treinamento avançado. O comandante iraquiano elogiou os avanços tecnológicos do Paquistão e destacou o interesse em se beneficiar de programas de formação de classe mundial. Segundo o departamento de relações públicas das forças armadas paquistanesas, foi demonstrado interesse não apenas nos caças JF-17 Thunder, mas também nas aeronaves de treinamento Super Mushshak.

O JF-17 Thunder, desenvolvido em parceria com a China, é projetado para ser econômico e versátil. Com velocidade máxima de 1,6 Mach, altitude operacional de até 17 mil metros e alcance superior a 900 km, o caça apresenta radar AESA KLJ-7A, capaz de rastrear múltiplos alvos com alta precisão e resistência a interferências. A aeronave transporta mais de 3.600 kg de armamento distribuído em sete pontos, incluindo mísseis ar-ar de longo alcance PL-15E e mísseis de curto alcance PL-10, bombas guiadas e mísseis antinavio, contando ainda com avançados sistemas de guerra eletrônica. A variante Block III adiciona visor montado no capacete e aprimoramentos nos sistemas de defesa eletrônica, posicionando o JF-17 na categoria de geração 4.5, com custo unitário estimado entre 25 e 35 milhões de dólares.

Além do interesse do Iraque, a Arábia Saudita conduz negociações para adquirir o JF-17, em um possível contrato estimado em 6 bilhões de dólares, que inclui caças, armamento, equipamentos, treinamento e manutenção. A decisão saudita se insere em uma estratégia de diversificação de fornecedores, reduzindo dependência de plataformas ocidentais, especialmente os F-35 americanos, e refletindo uma reconfiguração tática e política no Oriente Médio. O acordo sinaliza o fortalecimento da posição do Paquistão como fornecedor regional confiável, cuja aeronave já demonstrou desempenho em confrontos recentes com a Índia.

A expansão da cooperação paquistanesa inclui ainda Bangladesh, que busca apoio na manutenção de sua frota obsoleta e na integração de sistemas de radar de defesa aérea. A perspectiva de aquisição de JF-17 e aeronaves Super Mushshak, somada ao suporte técnico de longo prazo, reforça o papel do Paquistão como hub regional de treinamento, desenvolvimento e coordenação de capacidades aéreas.

O interesse do Iraque e de outros países no JF-17 destaca tendências estratégicas mais amplas no Oriente Médio e no Sul da Ásia, envolvendo diversificação de fornecedores, modernização de frotas e fortalecimento da interoperabilidade regional. Para o Brasil, que acompanha atentamente o desenvolvimento de caças leves e médios em mercados internacionais, o cenário demonstra a importância de monitorar os fluxos de tecnologia, alianças estratégicas e a evolução das capacidades aéreas em regiões geopolíticas sensíveis, especialmente considerando a crescente competição entre blocos e fornecedores de armamento.


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