A Croácia deu um passo decisivo na consolidação de sua soberania aérea ao iniciar oficialmente o policiamento do próprio espaço aéreo com os recém-adquiridos caças multifuncionais Rafale. A missão é conduzida no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Aérea e Antimíssil da OTAN, marcando o encerramento definitivo da era dos MiG-21 e a plena integração do país aos padrões operacionais da Aliança.
A transição para o Rafale foi precedida por um amplo programa de conversão, envolvendo pilotos, técnicos e pessoal de apoio, com foco na obtenção dos níveis de prontidão exigidos pela OTAN. O processo não se limitou à incorporação de uma nova aeronave, mas representou uma mudança estrutural na capacidade de comando, controle, manutenção e interoperabilidade da Força Aérea Croata.
Durante o período de adaptação, a proteção do espaço aéreo croata em tempos de paz foi assegurada de forma provisória por aliados da OTAN. A partir de bases na Itália e na Hungria, caças Eurofighter Typhoon da Força Aérea Italiana e caças Gripen da Força Aérea Húngara executaram missões de policiamento aéreo sob acordos técnicos específicos, garantindo vigilância contínua e resposta imediata a qualquer violação do espaço aéreo.
Desde o início do novo ano, a Força Aérea Croata passou a executar o policiamento aéreo de forma permanente, 24 horas por dia, sete dias por semana, seguindo integralmente os procedimentos e protocolos da OTAN. A mudança representa mais do que uma substituição de vetores: ela adiciona à Defesa Aérea Integrada e Antimíssil da Aliança uma capacidade nacional moderna, plenamente interoperável e conectada à rede aliada de sensores, centros de comando e meios de resposta.
A incorporação do Rafale fortalece a capacidade da Croácia de detectar, identificar e reagir a ameaças aéreas de maneira autônoma, ao mesmo tempo em que amplia a resiliência coletiva da OTAN em um contexto de crescente complexidade do ambiente aéreo europeu. A aeronave oferece maior alcance, sensores avançados e integração com sistemas de comando e controle aliados, elevando significativamente o patamar operacional do país.
Ao comentar o marco, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou o papel da Croácia na segurança coletiva desde sua adesão à Aliança, em 2009. Segundo ele, a assunção plena da responsabilidade pela defesa do espaço aéreo nacional, a partir de 1º de janeiro, reflete a maturidade operacional da Força Aérea Croata e sua contribuição concreta para a arquitetura de defesa da OTAN.
Com o início do policiamento aéreo nacional, a Croácia encerra um ciclo de dependência temporária e passa a operar como um elo ativo e confiável na defesa aérea do flanco europeu da Aliança, alinhando soberania, interoperabilidade e prontidão em um cenário estratégico cada vez mais exigente.
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