quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Chefe da ONU pede fim de guerra na Síria e US$ 1,5 bi em ajuda

 
 
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu novamente nesta quarta-feira o fim do conflito na Síria, que já dura 22 meses, e US$ 1,5 bilhões (R$ 3 bilhões) em ajuda humanitária para socorrer os quase 5 milhões de refugiados do país.
 
O país vive uma forte crise humanitária após meses de intensos confrontos entre aliados e rivais do ditador Bashar Assad. Desde o início da revolta, em março de 2011, mais de 60 mil pessoas morreram devido à violência, segundo a ONU.
 
Em campanha de doadores no Kuait, o chefe da organização afirmou que a situação no país árabe é "um horror incessante" e pediu novamente que a violência termine em ambos os lados.
 
"Quantas pessoas serão mortas se esta situação continua? Eu apelo a todos os lados e particularmente ao governo da Síria para que parem de matar. Em nome da humanidade, parem a matança, parem com a violência", disse.
 
Ele ainda pediu mais US$ 1,5 bilhões para aumentar a ajuda humanitária para os quase 5 milhões de refugiados do país. Desses, 700 mil estão em acampamentos em países vizinhos e outros 4 milhões se deslocaram internamente.
 
Do total que seria disponibilizado para a ajuda, US$ 1 bilhão seriam usados para socorrer os refugiados no exterior, enquanto os outros US$ 500 milhões, aplicados para os refugiados internos. A ajuda para os que estão dentro do país é mais complicada devido ao menor efetivo da ONU, retirado por causa da violência.
 
O valor seria suficiente para cobrir as necessidades dos refugiados no primeiro semestre, mas só 18% da quantia foi obtida. Nesta quarta, os Emirados Árabes Unidos e o Kuait doaram US$ 300 milhões cada para diminuir a crise.
 
Enquanto isso, a Alemanha anunciou o envio de mais € 10 milhões (US$ 13,4 milhões) para esta campanha, embora tenha doado mais de € 103 milhões (US$ 139 milhões) em todo o ano passado.
 
CRUZ VERMELHA
 
A dificuldade de oferecer ajuda humanitária também foi mencionada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A entidade declarou que o sofrimento da população síria alcançou "níveis sem precedentes", devido aos problemas de acesso, em especial nas regiões mais conflagradas.
 
A organização internacional diz que as maiores dificuldades de acesso estão em Aleppo, Deir el Zur e Idlib, localidades mais afetadas pelos confrontos entre o regime e a oposição síria. Para a Cruz Vermelha, a situação continua a se deteriorar e não há sinais do fim dos choques entre o regime e a oposição.
 
Fonte: Folha
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