sábado, 5 de agosto de 2023

"Operação Formosa 2023" - Estamos em campo, confira o que vem pela frente

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Este ano o GBN Defense embarcou mais uma vez rumo á Formosa (GO), onde nosso editor Angelo Nicolaci, rumou para o Centro de Instrução de Formosa (CIF), afim de acompanhar desde o início a edição deste ano da maior e mais complexa manobra de adestramento realizada anualmente pela Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), a famosa "Operação Formosa", que nesta edição trás muitas novidades e desafios, os quais você que nos acompanha, irá conhecer conosco.


Chegamos as instalações que ocuparemos no período do exercício, no final da manhã desta sexta-feira (4), após cruzarmos três estados e o Distrito Federal, acompanhando o contingente que partiu na tarde da última quinta-feira (3), e já desembarcamos em campo produzindo conteúdo ímpar sobre esta manobra que está sendo marcante pelo alto nível de interoperabilidade entre a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, os quais irão proporcionar aos participantes a capacidade de exercitar uma manobra de ultrapassagem. Mas o que é uma manobra de ultrapassagem? Vamos explicar. 

Manobra de Ultrapassagem

Vamos explicar de maneira objetiva e simples para que todos possam compreender a dinâmica de uma "Manobra de Ultrapassagem", e para isso, é preciso começar por onde tudo começa, a projeção do poder anfíbio sobre terra, e isso é feito em etapas, as quais serão melhor aprofundadas em artigos posteriores, pois temos a etapa de planejamento, que inclui o reconhecimento do terreno e posições inimigas através da inserção de elementos de Operações Especiais, no nosso caso esse papel é desempenhado pelos Comandos Anfíbios, o famoso Batalhão Tonelero, que é o primeiro componente a entrar em campo, sendo primordial para o sucesso do desembarque anfíbio, uma vez que cabe a esta força de elite realizar todo levantamento de informações, identificando posições inimigas e as marcando para que sejam neutralizadas.


Foto: Angelo Nicolaci

Após o trabalho dos Comandos Anfíbios, é lançado um ataque afim de neutralizar as posições inimigas, com objetivo de diminuir o potência ofensivo desta força oponente ao desembarque. Então, entra em cena na primeira vaga do desembarque anfíbio, o avanço dos Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf), que proporcionarão o primeiro contato da força de desembarque com a cabeça de praia a ser estabelecida, estes por suas características de proteção blindada, mobilidade e poder de fogo, tem o papel de desembarcar em pontos estratégicos nossos combatentes anfíbios, afim de estabelecer um perímetro seguro para o desembarque dos demais meios, e realizar uma ação de choque.

Foto Angelo Nicolaci

Na sequência da chegada dos CLAnfs, é a vez das viaturas blindadas de transporte de pessoal Mowag Piranha IIIC, que levam a bordo a infantaria, apoiadas pelos carros de combate SK105, que irão prover maior poder de fogo, capazes de contrapor a ameaça representada por viaturas blindadas inimigas, sendo dotado de um canhão de 105mm.


Foto: Angelo Nicolaci

Consolidada a primeira linha de cabeça de praia, é hora de desembarcar mais meios e pessoal, os quais terão o papel de avançar no terreno, afim de estabelecer a "Linha de Defesa da Cabeça de Praia", está varia de acordo com o poder de resposta da artilharia inimiga, sendo responsável por criar uma zona de defesa, na qual o Exército possa desembarca administrativamente sem o risco de ser alvejado pela artilharia inimiga, proporcionando ao mesmo uma zona segura onde possa se organizar após o desembarque e iniciar o avanço no terreno. Essa linha de defesa como já dito, depende do alcance efetivo da artilharia inimiga, e para efeito de exercício, vamos colocar em 20km.


Só após toda essa ação do conjugado anfíbio, a Força que Vem do Mar, a força terrestre poderá desembarcar e avançar no terreno inimigo. É então que é realizada a "Manobra de Ultrapassagem", explicando a grosso modo e de forma objetiva. Na "Manobra de Ultrapassagem, o Exército avança até a posição consolidada pela Força Anfíbia e assume a posição, avançando até seus objetivos pré estabelecidos. Neste momento, a Força Anfíbia retrai, assumindo a retaguarda e garantindo a cabeça de praia.

Voltando a nossa missão 

Agora que explicamos um pouco sobre a Manobra de Ultrapassagem, voltamos a falar desta edição da Operação Formosa, que neste ano terá a participação de 50 militares norte americanos, oriundos do USMC, além de observadores alemães, espanhóis, bolivianos, sul-africanos, franceses, italianos e pela primeira vez chineses.

Foto Exército Brasileiro 

Entre as novidades, temos o debute das modernas viaturas blindadas leves sobre rodas 4x4 JLTV, a participação de uma Força Tarefa Blindada, composta por carros de combate M60, M113 e Guarani pertencentes ao Exército Brasileiro. O emprego de SARPs do EB, aeronaves HM-1 Pantera da Aviação do Exército, dentre diversos meios deslocados para este que será o maior exercício conjunto do tipo já realizado em Formosa.

O desafio logístico

Apesar de oficialmente ter iniciado nesta sexta-feira (4), onde já foram realizados exercícios de tiro com os carros de combate M60 do Exército Brasileiro, a "Operação Formosa" teve início, com a movimentação de meios e pessoal sob responsabilidade do Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais, que teve o desafio de planejar e executar toda logística envolvendo a Força de Fuzileiros da Esquadra, com o primeiro grupamento de marcha partindo do Rio de Janeiro rumo a Formosa em 30 de junho, percorrendo mais de 1.300km de estradas, cruzando quatro estados e o Distrito Federal. Para isso, foram estabelecidos dois pontos de apoio logístico, os famosos Destacamento de Apoio de Serviço ao Combate (DASC), estrutura que nosso editor conhece bem, já tendo utilizado a estrutura durante seu deslocamento acompanhando o Grupamento de Marcha para Formosa em 2021, e este ano para Furnas.


Ao DASC cabe prover todo apoio necessário para os grupamentos de marcha (comboios), disponibilizando abrigo e segurança para o pernoite dos militares em deslocamento, manutenção e reparo das viaturas componentes do grupamento de marcha e o abastecimento das mesmas para que prossigam o seu percurso até o seu destino.

A logística é o ponto chave de qualquer operação militar, seja ela combativa ou de ação subsidiária, proporcionando a Força de Fuzileiros uma real capacidade expedicionária, a qual é parte de sua gênese, assim o Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais, faz jus ao seu lema: “Logística Adequada é Poder de Combate.”

O Exército Brasileiro também realizou um grande esforço logístico, esse coube ao 18º Batalhão de Transporte (18º B Trnp), que realizou entre os dias 29 de julho e 1º de agosto, um complexo trabalho logístico, com o transporte estratégico de uma Força Tarefa Blindada do 20º Regimento de Cavalaria Blindado (20º RCB), que irá compor os meios empregados pelo Exército Brasileiro na "Operação Formosa 2023", percorrendo mais de 1.175km entre Campo Grande-MS e Formosa-GO.


A "Operação Formosa" está apenas começando, então fique antenado, pois estamos em campo, e vamos trazer um conteúdo ímpar, com informações e conhecimentos sobre este importante exercício.


Por Angelo Nicolaci

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Itália assina contrato para modernizar frota de carros de combate Ariete para o padrão C2

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Na última quarta-feira (2), o Ministério da Defesa italiano assinou um contrato com a CIO (Consórcio Iveco – Oto Melara) para a atualização de 90 carros de combate Ariete para o padrão C2. O acordo inclui a opção de modernização de mais 35 destes blindados.

O acordo está avaliado em 848,8 milhões de euros. De acordo com o Ministério da Defesa italiano, o programa de modernização do Ariete será realizado entre 2023 e 2030, com o primeiro Ariete atualizado para o padrão C2 entregue em 2025.

Os carros de combate Ariete C2, receberão um novo sistema de propulsão integrado, composto por um motor Iveco Vector 12 com 1.103 kW / 1.500 cv e uma transmissão automática Renk HSWL 295TM. O novo trem de força destina-se não só a melhorar o desempenho do blindado, mas também a simplificar a logística, uma vez que compartilha muitos componentes com o motor Iveco Vector 8V de 523 kW/720 hp instalado nos caça-tanques sobre rodas Centauro II. Além disso, os Ariete C2 serão equipados com novas esteiras para maior durabilidade.

O poder de fogo e a consciência situacional do Ariete serão aprimorados com a substituição de elementos do sistema de controle de fogo. O comandante receberá o dispositivo de observação panorâmica ATTILA-D, enquanto o artilheiro receberá o dispositivo LOTHAR-SD, ambos fabricados pela Leonardo. O computador balístico também será novo. A maioria dos elementos do sistema de controle de tiro será idêntica à usada pelo Centauro II.

Os acionamentos hidráulicos da torre serão substituídos por elétricos, o que além de melhorar a segurança, também resultará em um aumento adicional na precisão ao disparar em movimento. Os sistemas de comunicação também serão substituídos, usando a estação de rádio VQ-1 SDR, o intercomunicador Larimart e o sistema C2 C2N Evo (todos fabricados pela Leonardo).

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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

EDGE recebe nos EAU comitiva do Comando do Material do CFN

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A EDGE Group recebeu a visita da delegação de do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, comandada pelo V.Alte Rogério Ramos Lage, do Comando do Material (C-MAT), que estiveram durante quatro dias em visita a sede e instalações de fabricação e testes da EDGE em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Durante sua visita, a delegação pode conhecer os últimos desenvolvimentos da EDGE, e acompanharam várias demonstrações de produtos, demonstrando suas amplas capacidades nos domínios aéreo, terrestre, marítimo e cibernético, com foco particular em sistemas autônomos, tecnologias contra drones, tecnologias eletrônicas de guerra, segurança cibernética, comunicações seguras, mísseis, navios de guerra e veículos blindados.

A comitiva contou ainda com presença do Capitão de Fragata Aderlan Ricardo Lima Rodrigues, Chefe da Seção de Comando e Controle do Comando do Material, e o Capitão de Corveta Augusto Van den Eeden Claas, Oficial de Operações do Batalhão de Comando e Controle.

“Receber o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil na EDGE foi uma grande oportunidade para mostrarmos nossas soluções de tecnologia avançada e para a delegação testemunhar em primeira mão a qualidade e o desempenho de alguns de nossos produtos e soluções. Existe um grande potencial para trabalharmos juntos na troca de conhecimento, cooperação em P&D e co-desenvolvimento de sistemas avançados de defesa, como demonstrado recentemente por meio de nosso acordo de parceria para desenvolver mísseis antinavio com a Marinha do Brasil. Este é mais um marco importante em nossa parceria de longo prazo”, destacou Mansour AlMulla, Diretor Geral e CEO da EDGE Group.


Recentemente foi anunciado o acordo de parceria estratégica com a Marinha do Brasil para co-investir no desenvolvimento de mísseis antinavio de longo alcance, além de fornecer soluções avançadas, como a tecnologia anti-jamming, desenvolvida pelo grupo nos Emirados.

“As demonstrações ao vivo da ampla gama de tecnologias e soluções da EDGE mostram muitas áreas para colaboração futura, o que fortalecerá a parceria entre a Marinha do Brasil e o grupo. Ressalto a hospitalidade e a forma cortês como fomos recebidos. As diversas demonstrações de produtos de alta tecnologia realizadas pela EDGE Group indicam sua grande capacidade de apresentar uma ampla gama de soluções, o que possibilita o fortalecimento da parceria entre a Marinha do Brasil e o grupo”, afirmou o Comandante de Material do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante Rogério Ramos Lage.

Um dos principais pilares da estratégia de crescimento da EDGE é a construção de parcerias mutuamente benéficas em todo o mundo para apoiar o desenvolvimento da capacidade de defesa, inclusive na América Latina, onde o grupo estabeleceu recentemente seu primeiro escritório internacional, localizado em Brasília.

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Operação Formosa 2023 - Exército desloca Força Tarefa Blindada para grande exercício conjunto com a Marinha

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Neste ano, edição da “Operação Formosa 2023”, será marcada pelo maior exercício envolvendo as três instituições militares brasileiras em um exercício de interoperabilidade, marcando a crescente capacidade de emprego combinado de meios e tropas da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira.

Classificado como uma das mais importantes manobras de adestramento da Força de Fuzileiros da Esquadra, a “Operação Formosa” nos últimos anos tem sido palco da integração operacional da Defesa Nacional, tendo seguido uma espiral crescente, que culmina neste amo com o primeiro exercício que apresentará uma manobra de ultrapassagem da Força Terrestre Brasileira, após um simulado assalto anfíbio realizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais, a Força Anfíbia e Expedicionária brasileira por excelência e vocação.


Para isso, entre os dias 29 de julho e 1º de agosto, o 18º Batalhão de Transporte (18º B Trnp) realizou um complexo trabalho logístico, com o transporte estratégico de uma Força Tarefa Blindada do 20º Regimento de Cavalaria Blindado (20º RCB), que irá compor os meios atuantes na “Operação Formosa 2023”. O desafio logístico envolveu transpor um percurso compreendendo uma distância total de 1.175 km, entre as cidades de Campo Grande-MS e Formosa-GO.

A “Operação Formosa” é uma grande demonstração das capacidades logísticas empreendidas pela Marinha do Brasil, que desloca seus meios e capacidades combativas, superando mais de 1.200km de percurso entre o Rio de Janeiro (RJ) e o Planalto Central, onde o Centro de Instrução de Formosa, abriga o maior exercício logístico e de tiro real realizado pela Força de Fuzileiros Navais, comprovando as capacidades expedicionárias inerentes a Força Anfíbia. Este ano, o Exército Brasileiro também empreendeu um grande esforço logístico participando desta edição da operação, que passou a incluir efetivo conjunto do Exército Brasileiro e da Força Aérea.


Segundo informações oficiais recebidas do Exército Brasileiro, a composição da FT Blindada foi de cinco Viaturas Blindada (Vtr Bld) de Combate M60, quatro Viaturas Blindada de Transporte de Pessoal M113, uma Viatura Blindada Especial Posto de Comando M577, sendo transportada pelo Módulo de Transporte Formosa. Seus meios pertencem ao Pelotão de Transporte Especializado da Companhia de Transporte Avançada. Além disso, foram empregados sete Vtr Cav Mec e Prancha com capacidade 45T e 60T, sete Viatura escolta, uma VTE Cisterna Combustível e uma VTP ônibus. Além dos meios do Batalhão, fizeram parte do Módulo Viatura do 20º RCB, 28º Batalhão Logístico e 4ª Companhia de Engenharia Mecanizada.

A tropa foi constituída por 43 militares divididos entre as equipes de segurança, de manutenção, de escolta e balizamento, de atendimento pré-hospitalar, além de motoristas especializados em transporte de cargas indivisíveis e operação de Vtr Bld.


Durante o percurso, o Módulo de Transporte, foi apoiado pelo 9º Batalhão de Polícia do Exército, 6º Pelotão de Polícia do Exército, do Comando de Operações Especiais, Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, além dos órgãos de Segurança Pública Federais e Estaduais.

O 18º B Trnp é uma organização militar diretamente subordinada do 9º Grupamento Logístico capaz de atuar com modularidade e flexibilidade em todos os tipos de operação, desde o nível tático até o estratégico em qualquer parte do território nacional.

Nós estamos a caminho de Formosa (GO), onde iremos realizar a cobertura desta que é a maior edição já realizada do exercício, onde teremos o debute das modernas Viaturas Blindada Leve Sobre Rodas 4×4 (VBL SR 4×4) JLTV do Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais, além da primeira ação conjunta onde veremos carros de Combate M60 e M113 do EB atuando em conjunto realizando uma manobra de ultrapassagem no terreno. E você irá acompanhar e conhecer muito mais sobre o assunto, aguardem.


Por Angelo Nicolaci


Fonte Brasil Defesa

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Exército Brasileiro lança oficialmente o programa para aquisição de obuseiro autopropulsado sobre rodas

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Quem será o futuro obuseiro autopropulsado sobre rodas do Exército Brasileiro?

O EB (Exército Brasileiro) lançou, no dia 2 de julho de 2023, o VBC OAP 155 mm SR (Projeto Viatura Blindada de Combate Obuseiro Autopropulsado 155 mm Sobre Rodas), através do BAC (Comissão do Exército Brasileiro), braço do EB que fica em Washington DC, nos EUA.

Os três principais concorrentes. Da esquerda pra direita: KNDS CAESAR, Norinco SH-15 e Elbit ATMOS

Conforme apontamos em artigos anteriores, os Exércitos ao redor do mundo estão, cada vez mais, adotando os SPH (obuseiros autoptopulsados) sobre rodas, e o EB prertende aderir a esta tendência mundial, cobrindo uma lacuna antiga.

Os principais concorrentes são:

  • SH-15, da Norinco (China)
  • CAESAR, da KNDS (França / Alemanha)
  • Atmos 2000, da Elbit (Israel), sobre o qual falaremos em um artigo futuro 

O documento oficial será publicado no dia 17 de agosto de 2023, e traremos mais informações aos nossos estimados leitores!


*Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

GBN Defense - A informação começa aqui!

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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

HENSOLDT desenvolve radar de detecção e prevenção para drones

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HENSOLDT está levando o desenvolvimento de seu sistema de alerta de colisão para drones civis e militares a um novo nível. O estudo de demonstração para um “radar de detecção e prevenção” – encomendado pelo Escritório Federal de Equipamentos, Tecnologia da Informação e Suporte em Serviço da Bundeswehr (BAAINBw) – permite mais um passo em direção à integração segura de drones no espaço aéreo controlado.

O cliente alemão elaborou requisitos para uma pesquisa sobre a implementação de uma integração gradual e em grande escala do espaço aéreo do Eurodrone. Para isso, é previsível a necessidade de um sistema DAA, que deve ser avançado em um desenvolvimento gradual da série.

Na preparação para este futuro desenvolvimento de um sistema DAA, a HENSOLDT - como parceira de longa data das Forças Armadas Alemãs no campo da tecnologia de radar - realizou estudos nacionais e europeus de minimização de riscos em relação à concepção e design de um sistema de sensor de radar especial para tal sistema DAA. As campanhas de testes de voo realizadas e os resultados obtidos no decurso destes estudos de preparação para o desenvolvimento já comprovam a capacidade funcional.

O “radar de detecção e prevenção” é um dos sensores decisivos em um complexo sistema DAA a bordo de veículos aéreos não tripulados. Ele suporta o cálculo de manobras evasivas para evitar colisões, detectando, classificando e formando rastros completos de objetos que se aproximam no espaço aéreo. Devido ao design multifuncional deste radar, os requisitos para a integração de uma função de radar meteorológico também serão levados em consideração e uma possível perspectiva em relação ao suporte de um auxílio de pouso separado será aberta.

O estudo atualmente encomendado para o radar DAA inclui a investigação da viabilidade técnica de tal radar para o projeto Eurodrone, a verificação com um demonstrador de série próxima, bem como a minimização do risco para um futuro desenvolvimento em série. Uma vez que o novo “radar de detecção e prevenção” é um componente de voo e de missão crítica, o estudo aborda em particular a implementação dos requisitos de segurança e a estratégia de aprovação nas autoridades nacionais e internacionais de segurança da aviação (EASA, LBA) como bem como as organizações militares (LufABw).


Fonte HENSOLDT

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sábado, 29 de julho de 2023

112 ANOS DE NASCIMENTO DO SARGENTO MAX WOLF FILHO HERÓI DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

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O Exército Brasileiro celebra, neste 29 de julho, os 112 anos de nascimento de um dos maiores símbolos de heroísmo da Força Terrestre: o Sargento Max Wolf Filho. Reconhecido como exemplo de bravura, disciplina e competência o militar da Força Expedicionária Brasileira (FEB) deu a vida pelo seu país na Segunda Guerra Mundial.

O Sargento Max Wolf Filho nasceu em Rio Negro, Paraná, no ano de 1911. Membro de uma família simples, foi auxiliar na torrefação de café de seu pai e escriturário numa companhia que explorava a navegação do Rio Iguaçu, antes de ingressar na vida militar. Prestou serviço militar inicial no então 15° Batalhão de Caçadores, em Curitiba-PR, e, depois, integrou a Polícia Militar do Rio de Janeiro. 

2ª Guerra Mundial

Aos 33 anos, voluntário e incorporado ao 11º Regimento de Infantaria (11ºRI), seguiu para a Itália em outubro de 1944, onde se destacou em diversas atuações de remuniciamento e resgate de feridos. Em inúmeras oportunidades, o Sargento Max Wolf voluntariou-se para o comando de patrulhas, que, infiltradas nas linhas defensivas inimigas, realizavam reconhecimentos, faziam prisioneiros ou resgatavam feridos, demonstrando qualidades que o consagraram como o “Rei dos Patrulheiros”. 



No dia 12 de abril de 1945, durante arriscada missão de sua patrulha de reconhecimento, nas proximidades de Maserno, o Sargento Max Wolf foi mortalmente ferido por um ataque alemão de tiros de metralhadora. Poucos dias depois, em 17 de abril de 1945, a cidade de Montese, nas proximidades do local da morte de Max Wolf, seria tomada na maior operação bélica desencadeada por um regimento da Força Expedicionária Brasileira.

reconhecimento

por decreto do governo, ainda em 1945, max wolf foi promovido postumamente ao posto de segundo-tenente. o seu heroísmo foi reconhecido com as medalhas de campanha, sangue do brasil, medalha americana bronze star e a cruz de combate de 1ª classe. diante das diversas demonstrações de valores essenciais aos sargentos, a escola de sargentos das armas passou a ser denominada escola sargento max wolf filho, conforme portaria 229, de 23 de abril de 2007. a partir de 2019, os alunos do 2º ano dos cursos de formação e graduação de sargentos do exército passaram a receber uma réplica do sabre do sargento max wolf filho.


Fonte Exército Brasileiro 

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Radar secundário de última geração, RSM970S NG, produzido no Brasil passa a operar no aeroporto de Petrolina

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Os voos na região entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), contarão com um novo radar secundário autônomo de vigilância RSM970S NG, adquiridos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), organização da Força Aérea Brasileira responsável pelo gerenciamento do tráfego aéreo. O sistema, fabricado pela empresa Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil e referência nacional e internacional em radares de vigilância e controle de espaço aéreo, inicia oficialmente suas operações em 28 de julho, no Aeroporto de Petrolina Senador Nilo Coelho.

O radar RSM970S NG, de última geração, faz parte de um contrato estabelecido em 2021 pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) junto ao consórcio das empresas Omnisys e Clemar, sendo esta última responsável pela infraestrutura civil e contribuirá para o aumento da base nacional de radares secundários do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). Este é o primeiro de dois radares contratados a ser entregue, sendo o próximo deles previsto para instalação em Bom Jesus da Lapa (BA) em 2024. A instalação desse radar em Petrolina aumenta para 69 o total de radares secundários da família RSM970S em operação em todo o território nacional. O aeroporto de Petrolina contava com um outro radar já obsoleto que agora será substituído pelo novo radar.

O RSM970S NG é a mais nova geração de Radares de Vigilância Secundária Monopulso da Omnisys. Os radares secundários são responsáveis por fornecer dados para o adequado gerenciamento do tráfego aéreo por meio do envio de interrogações ao transponder das aeronaves, as quais respondem ao radar com suas informações de identificação, posição, velocidade, e demais características. Isso permite aos controladores em solo, ter informações mais exatas sobre a localização das aeronaves no espaço aéreo.


O equipamento instalado em Pernambuco foi fabricado em São Bernardo do Campo (SP), na sede da Omnisys, empresa de Defesa Brasileira, que conta com a experiência do desenvolvimento, fabricação, instalação e suporte de mais de 130 radares operando no Brasil entre outros exportados para mais 15 países. “O novo radar é produzido no Brasil, empregando mão-de-obra e capital intelectual brasileiros, e demonstra a força e alta qualidade da nossa Base Industrial de Defesa”, destaca Rodrigo Modugno, Presidente da Omnisys. “Isso confirma a nossa liderança como provedores de radares RSM970S NG e renova a nossa duradoura parceria com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo”, conclui o executivo. Além da fabricação, instalação e comissionamento desses radares, a Omnisys proverá localmente o suporte técnico necessário para garantir um alto nível de disponibilidade dos equipamentos, incluindo manutenção preventiva e corretiva.

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Heróis do Mar - Conheça o SAR da Marinha do Brasil, que resgatou 272 pessoas no mar e rios no primeiro semestre de 2023

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Mais de 5 mil pessoas foram socorridas pela Força nos últimos quatro anos. Ações de salvamento incluem desde evacuação aeromédica até grandes naufrágios.

Imediatamente após tomar conhecimento do naufrágio do barco pesqueiro de nome “BP Safadi Seif”, em 16 de junho, a 40 km da costa de Santa Catarina, a Marinha do Brasil (MB) mobilizou uma complexa estrutura para as buscas pelos oito tripulantes que estavam a bordo. A Força empregou os Navios-Patrulha “Babitonga” e “Benevente”; uma aeronave, Super Cougar (UH-15); e militares da Capitania dos Portos de Santa Catarina, com viaturas e embarcações para trabalhar junto à comunidade pesqueira local. A MB contou com a colaboração do Corpo de Bombeiros e da Força Aérea Brasileira, e ainda alertou todas as embarcações que navegavam próximas à área.

No dia seguinte ao incidente, cinco sobreviventes foram resgatados com vida, em uma balsa salva-vidas, e em bom estado de saúde, pelo navio “THOR FRIGG”, sob a coordenação de buscas do Salvamar Sul. Já no dia 18, uma aeronave UH-15, da Marinha, resgatou, também com vida, o sexto náufrago, agarrado a boias; dois tripulantes ainda não foram encontrados.

Ação rápida similar, porém, com toda a tripulação salva, foi realizada pelo Salvamar Leste, que no dia 22 de junho resgatou três velejadores na Bahia. O veleiro “XEF” havia naufragado um dia antes, a 130 km da costa de Ilhéus, na região sul do estado, após se chocar com uma baleia. A Marinha tomou conhecimento da ocorrência no início do dia do incidente, por meio de contato telefônico. Com apoio inicial da Delegacia da Capitania dos Portos em Ilhéus, o Salvamar Leste realizou a coordenação das ações da Operação SAR, com o envio da Corveta “Caboclo” para realizar as buscas. Adicionalmente, a MB divulgou um Aviso aos Navegantes e realizou chamadas pela Rede Nacional de Estações Costeiras, com o objetivo de dar ampla divulgação do fato e solicitar apoio a todas as embarcações que navegavam nas áreas próximas. A Força Aérea Brasileira, por intermédio do Salvaero Recife, foi acionada pela Marinha para auxiliar na busca dos três náufragos.



Ações de Busca e Salvamento

Esse trabalho de busca e salvamento marítimo, operado pela MB, já resgatou, com vida, desde 2019, 5.282 pessoas, como resultado de 1.662 ações de busca e salvamento marítimo. Somente este ano, até 29 de junho, 272 sobreviventes foram resgatados em 128 incidentes registrados no País.


As atividades marítimas, tanto as recreativas quanto as profissionais, necessitam sempre de muita atenção e vigilância, pois o ambiente aquático é desafiador. Algo que seria resolvido com uma simples ida ao hospital, pode ser complexo para aqueles que estão em alto-mar. Também pode ocorrer uma complicação mecânica, o motor do navio pode parar de funcionar, no decorrer de um trajeto, deixando-o à deriva. Homem ao mar, naufrágio, desaparecimento de embarcações, necessidade de evacuação aeromédica, avarias diversas, colisão e incêndios estão entre as maiores causas de acionamento do Salvamar.


Nesses casos, a própria embarcação em perigo ou alguém que avistou um possível incidente pode entrar em contato com a Marinha, por meio do telefone 185, para emergências marítimas e fluviais, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, em todo o País. O contato também pode ser realizado por fax, e-mail ou sistemas presentes nas embarcações, denominados Sistema Global de Socorro e Segurança Marítimo (GMDSS).

A duração de uma missão de resgate varia, pois há diversos fatores que influenciam diretamente e podem impactar na fase de buscas, como o estado do mar, a temperatura da água, as roupas usadas pelos náufragos e a flutuabilidade, por exemplo. O fator de maior importância é o tempo de sobrevivência das vítimas, visto que as missões têm o propósito de salvaguardar as vidas humanas. Enquanto houver perspectiva de vida, a busca permanece.



Como funciona o Serviço de Busca e Salvamento

O Serviço de Busca e Salvamento (conhecido como SAR, do inglês Search and Rescue) é empregado no mundo todo para qualquer situação anormal, em uma embarcação ou aeronave ou de seus ocupantes, que possa desencadear operações de socorro. No Brasil, a atividade de Serviço de Busca e Salvamento Marítimo é gerenciada pela Marinha do Brasil e o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico é coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Conforme a necessidade, é efetuado apoio mútuo e as estruturas organizacionais contam com a assistência de vários órgãos estaduais e municipais, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

Uma das primeiras diretrizes do SAR marítimo foi estabelecida pela Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Convenção SOLAS – 1974), compromisso internacional assinado pelo Brasil. O País também é signatário de outros tratados como a Convenção Internacional de Busca e Salvamento Marítimo (Convenção de Hamburgo, 1979) e a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM - Jamaica 1982). Em abril de 2022, o governo brasileiro editou o Decreto Nº 11.031, com o objetivo de acrescentar regras para aperfeiçoar as operações de busca e salvamento marítimos.


Com os acordos internacionais assumidos nas décadas de 1970 e 1980, a Marinha implantou os Centros de Coordenação de Salvamento (Salvamar) nos Distritos Navais, que são os comandos regionais da Força, para atender a todos os incidentes de SAR. A supervisão do serviço fica na competência do Salvamar Brasil, situado no Rio de Janeiro (RJ). A atuação vai do litoral brasileiro até ao meridiano de 10° W, uma extensa área de mais de 14 milhões de quilômetros quadrados. As principais áreas navegáveis dos rios também dispõem de centros de coordenação SAR Fluvial.

A vigilância da costa é feita por meio do Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo, do Sistema Marítimo Global de Socorro e Segurança, bem como pelo Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário. Além disso, a Marinha, em parceria com agências e órgãos governamentais, coordena a implementação e o aperfeiçoamento do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), com o objetivo de integrar os sistemas e sensores, ampliando a capacidade de monitoramento das Águas Jurisdicionais Brasileiras e da área SAR brasileira.

Ao tomar conhecimento de um incidente SAR, o Salvamar Brasil aciona a estrutura SAR regional do local onde ocorreu o incidente, que iniciará as primeiras ações, com o objetivo de obter mais informações sobre o ocorrido. Após a avaliação dos dados obtidos, dos recursos disponíveis e da comunicação, inicia-se o planejamento das operações de socorro, onde são acionados os meios e definidos como serão feitas as buscas e o resgate da embarcação e dos sobreviventes. Nas Operações SAR, as unidades regionais avaliarão quais serão os recursos locais e meios que serão utilizados, a fim de realizar as buscas, o resgate das pessoas em perigo e a assistência às embarcações em dificuldades, caso necessário.


Um papel importante no monitoramento para a segurança da navegação é exercido pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), responsável por transmitir, a todos os navegantes, informações de segurança marítima por meio de Avisos-Rádio Náuticos, que contêm dados das condições meteorológicas. Em caso de incidentes, são transmitidos, também, Avisos-Rádio SAR, por solicitação de algum Salvamar, com informações sobre a ocorrência em andamento, justamente para que os navios no mar possam prestar socorro. Todos esses avisos são publicados em folhetos quinzenais, denominados de Avisos aos Navegantes.

Sistema de Planejamento de Apoio à Decisão SAR (SPAD-SAR)

 O projeto do SPAD-SAR nasceu da necessidade de dar celeridade ao planejamento e acompanhamento das operações SAR, além de aperfeiçoar a precisão dos cálculos sobre ações decorrentes do acionamento do Salvamar. O sistema propõe-se a integrar duas áreas de pesquisa: novas metodologias e modelos numéricos para a previsão precisa da deriva de objetos no mar, por meio da aplicação de técnicas de modelagem computacional de partículas; e o planejamento das operações de busca e salvamento por meio de algoritmos computacionais avançados. O sistema também poderá aprimorar as previsões meteorológicas e oceanográficas feitas pelo CHM, contribuindo para o incremento da Segurança da Navegação e para alavancar a Economia Azul.

Previsões Meteorológicas

Acidentes em alto-mar ou em rios devem ser exceção e não regra. Viagem a trabalho ou de lazer no mar, por exemplo, pode ser uma boa experiência, desde que os responsáveis pelas embarcações estejam atentos a vários fatores, como tripulação certificada e treinada para lidar com emergências, ter coletes salva-vidas para todos, não ter excesso de carga, nem superlotação, informar familiares e amigos sobre a viagem para que eles avisem sobre algum eventual paradeiro, por exemplo. Além disso, é essencial ter dispositivos de comunicação como rádios VHF e telefones via satélite a bordo, além de levar em consideração fatores como as condições meteorológicas. Nesse item, torna-se obrigatório ficar atento aos avisos de mau tempo, emitidos pela Marinha.

Esses avisos incluem dados sobre ventos fortes (acima de 60 km/h), mar grosso (ondas acima de 3,0 metros em alto-mar), baixa visibilidade (restrição abaixo de 1 km) e de ressaca (ondas com mais de 2,5 metros atingindo a costa). Dentre os serviços disponibilizados no site do CHM, um dos mais acessados pelo público é o aviso de mau tempo. A demanda por esses avisos é grande, por se tratar de informações relevantes ao navegante, uma vez que traz condições adversas que podem apresentar riscos à navegação. Além disso, o cidadão pode consultar as previsões meteorológicas especiais, que são boletins elaborados para locais específicos, atualizadas diariamente com previsão de condição do tempo (chuva e nebulosidade), direção e intensidade do vento, direção e altura das ondas e visibilidade. Essas previsões estão disponibilizadas no site do CHM, no link “Previsões Especiais”.

A Marinha também disponibiliza outros dois canais de disseminação das informações meteorológicas para o público em geral: a página do Serviço Meteorológico Marinho no Facebook e o aplicativo “Boletim ao Mar”, disponível para download nas plataformas Android e IOS.

Outro serviço disponível para consulta é o sistema de Previsão Ambiental Marinha (PAM). Por meio dele, é possível obter, de forma rápida e interativa, as previsões de correntes marítimas, ondas e ventos na região oceânica, além de correntes marítimas e ondas em águas rasas para a Baía de Guanabara (RJ), Baía de Sepetiba (RJ) e Canal de São Sebastião (SP).

Custos de uma operação SAR

 A média do custo diário de uma operação SAR pode variar, pois depende dos meios empregados. Ela engloba valores de dias de mar, de horas de voo, custos com materiais comuns de cada navio e aeronave, e manutenção ou ajustes de cada um deles. No caso das buscas aos náufragos do incidente no Sul do País, dois Navios-Patrulha Classe "Bracuí" foram utilizados, além de uma aeronave Super Cougar (UH-15). Um desses navios, por exemplo, tem custo diário superior a R$ 44 mil e da aeronave UH-15 pode chegar a cerca de R$ 50 mil por hora. Outros exemplos são os navios da Classe "Macaé", cujos custos são superiores a R$ 79 mil por dia. Já os custos de um Navio-Patrulha Oceânico, que possui grande autonomia e capacidade de operar com um helicóptero e duas lanchas, chega a R$ 262,7 mil. Outro importante tipo de navio utilizado em SAR é o Navio-Patrulha Fluvial, na Amazônia, que pode ter um custo de R$ 72,9 mil. Neste caso, um exemplo é a Classe "Pedro Teixeira", que tem convés de voo e hangar, capaz de operar um helicóptero do tipo esquilo. Por sua vez, uma Fragata Classe "Niterói" tem um custo diário médio de R$ 443,2 mil, por se tratar de um navio maior, mais rápido e com capacidade para receber um helicóptero Westland Lynx (SAH-11).

Qualificação dos aquaviários

 Uma das formas de evitar acidentes no mar, ou de, no mínimo, aumentar as chances de sobrevivência em uma situação extrema, é qualificar amadores e profissionais marítimos. Para isso, a Marinha oferta, gratuitamente, por meio do Ensino Profissional Marítimo (EPM), cursos de formação de aquaviário, que permitem o ingresso na Marinha Mercante e em atividades correlatas. Os aquaviários se dividem em três grupos principais: Marítimos, Fluviários e Pescadores.

O Delegado da Capitania dos Portos em Itajaí, o Capitão de Fragata Eduardo Rodrigues Lima, que é responsável por uma das organizações militares da Marinha do Brasil em que há mais demandas de atividades relacionadas ao mar, explica que esses cursos são de extrema importância para preparar os aquaviários a agirem em situações de perigo. “Com essa capacitação, é possível aumentar a eficácia das ações que são necessárias para manter-se em segurança, como por exemplo, identificar os recursos obrigatórios para salvatagem nas embarcações, saber empregar os meios de sobrevivência, utilizar os equipamentos de salva-vidas individuais, conhecer medidas de proteção contra insolação, vento, chuva, ingestão de água do mar e hipotermia”, explicou.

Ele esclarece, ainda, que, nos currículos dos cursos de formação de aquaviário, está prevista a disciplina de Técnica de Sobrevivência Pessoal, cujo objetivo é proporcionar ao aluno conhecimentos para executar, de maneira adequada, os procedimentos de sobrevivência no mar. “Todo navegante que se faça ao mar está condicionado às circunstâncias meteorológicas, e meteoceanográficas, que devem ser observadas, a fim de que sejam evitados os acidentes e incidentes marítimos”, disse.

“O comprometimento com a qualidade dos cursos oferecidos pelo EPM visa ao cumprimento das normas vigentes e especificações estabelecidas, assegurando a profissionalização e a melhoria contínua da formação dos navegantes”, enfatizou o Delegado da Capitania.

A Marinha oferece, por meio do Programa do Ensino Profissional Marítimo, cursos com diferentes módulos para aquaviários, no site da Diretoria de Portos e Costas, onde constam informações como condições e período para inscrições, bem como os locais de realização. Os cursos são realizados no Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA), no Rio de Janeiro; Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), em Belém; e nas Capitanias, Delegacias e Agências existentes em todo território nacional. Alguns cursos técnicos de Ensino Médio, reconhecidos pelo Ministério da Educação, são pré-requisitos para inscrição nos cursos de adaptação para aquaviários.

Interoperabilidade

 Desde 2009, a Marinha e a FAB mantêm um acordo operacional para uma maior interoperabilidade nas ações de SAR. Os incidentes envolvendo embarcações à deriva e homem ao mar são de responsabilidade da Força Naval, enquanto as missões envolvendo sinistros de aeronaves no mar ficam a cargo da Força Aérea. Em ambas as situações, uma Força pode solicitar o apoio da outra, para aumentar a probabilidade de encontrar o objeto da busca e de seu resgate.

Em algumas ocasiões, os helicópteros não conseguem ser utilizados para maiores distâncias da costa, e o emprego de navios é fundamental para o êxito da tarefa. De acordo com o Assessor de Procedimentos Operacionais do Salvamar Brasil, Capitão de Mar e Guerra Eduardo Lellis Vianna e Silva, os riscos operacionais também são minimizados pelo emprego de equipes profissionais bem treinadas, pela manutenção de boas comunicações e pela mobilização de meios e recursos materiais e humanos compatíveis com a ocorrência. “A sociedade pode contar com um sistema SAR bem estruturado, com meios preparados e em prontidão para atender a qualquer demanda”, ressalta.

Voo AF447

 Infelizmente, nem todas as operações SAR resultam no resgate de tripulantes com vida. Em 2009, a Marinha do Brasil utilizou diversos meios da Força para apoiar nas buscas aos desaparecidos do voo AF447, da Air France. No dia 31 de maio daquele ano, o avião saiu do Rio de Janeiro, com destino a Paris. Após cerca de três horas da decolagem, a aeronave saiu da cobertura do radar, ao cair no Oceano Atlântico.


Atuaram na operação a Fragata “Constituição”; a Fragata “Bosísio”, com uma aeronave Esquilo bi-turbina; o Navio de Desembarque Doca “Rio de Janeiro”, com uma aeronave UH-14 Super Puma; o Navio Tanque “Almirante Gastão Motta”; a Corveta “Caboclo”; a Corveta “Jaceguai”; o Navio-Patrulha “Grajaú”; o Navio-Patrulha “Guaíba”; o Navio-Patrulha “Goiana” e o Rebocador de Alto-Mar “Triunfo”. A mobilização recuperou 51 corpos e resgatou bagagens e destroços do avião.


Rastreamento das embarcações de pesca brasileiras via satéliteUm Memorando de Entendimento acordado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Global Fishing Watch INC., uma ONG americana, em 2021, deu início a tratativas para compartilhamento de dados de rastreamento por satélite das embarcações de pesca brasileiras aderidas ao Programa de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS). A ação conjunta visa à transparência de dados e governança dos oceanos, à melhora na gestão pesqueira, à promoção da sustentabilidade dos estoques pesqueiros e dirimir a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. Além disso, o monitoramento das embarcações também contribui para a segurança marítima e salvaguarda da vida humana nas operações realizadas pela MB, subsidia os mestres de pesca, direciona suas operações e auxilia na observância das normas vigentes.

A Coordenadora-Geral de Monitoramento do Ministério da Pesca e Aquicultura, Valdimere Ferreira, explica como funciona esse acompanhamento e de que forma busca-se o controle e a fiscalização dos navios. “O monitoramento das embarcações pesqueiras ocorre por meio do PREPS. Esse programa tem por finalidade o monitoramento, a gestão e o controle das operações da frota pesqueira permissionada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). Os órgãos de fiscalização e a Autoridade Marítima têm acesso direto às informações do sistema para que possam executar suas atividades. Por parte do MPA, analisa-se o cumprimento das obrigações vigentes para a modalidade de pesca na qual a embarcação de pesca está autorizada, entre elas a emissão regular de sinal e a declaração da produção dos cruzeiros rastreados. A aplicação de sanções administrativas pode ser realizada a depender dos resultados das análises técnicas”.

O PREPS teve início em 2006, mas os dados eram restritos aos órgãos partícipes, pesquisadores e acadêmicos. Agora, é acessível a todos, como justifica Valdimere. “Consideramos a ampliação da acessibilidade de extrema importância, pois traz transparência, acessibilidade, celeridade e monitoramento das informações geradas pelo PREPS, já que se trata de recursos pesqueiros de interesse público. Consequentemente, aumentamos a eficiência do poder público na gestão e fica viabilizada a participação social na gestão”.

Os dados de rastreamento das embarcações de pesca brasileiras, via satélite, estão disponíveis na plataforma Global Fishing Watch. 

Fonte: Marinha do Brasil 

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sexta-feira, 28 de julho de 2023

EXERCÍCIO SANTA BÁRBARA 2023 ENTREGA TROPAS DE ARTILHARIA PRONTAS PARA O EMPREGO

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Foram cinco meses de preparação. Desde a incorporação até o tiro real de obuseiro ou morteiro, jovens militares percorreram um caminho de rupturas: do mundo civil à caserna, dos jogos de videogame a um cenário de guerra com direito a munições de 105, 120 e 155mm cruzando os céus do sul de Minas Gerais para consagrar os mais novos artilheiros do Exército Brasileiro. Os soldados incorporados em 1º de março nos três Grupos de Artilharia de Campanha (GAC) da 2ª Divisão de Exército, localizados no estado de São Paulo, concluíram a fase da Instrução Individual de Qualificação no Exercício Santa Bárbara 2023.

Com o apoio da Escola de Sargentos das Armas, que cedeu seu campo de instrução em Três Corações-MG, a Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5), de Curitiba (PR), conduziu, entre os dias 24 e 28 de julho, uma refinada coordenação de fogos para adestrar o 2º GAC, o 12º GAC e o 20º GAC Aeromóvel em missões de apoio de fogo.

“É uma entrega importante para a nossa sociedade, porque esse tiro foi realizado pelos soldados recém-incorporados e, cinco meses depois, eles estão em condições de exercer as funções relevantes para a realização desse tiro real”, enfatizou o Comandante da AD/5, General de Brigada Ricardo Santos Taranto, que completou: “Este exercício também marca a finalização do adestramento básico das organizações militares de Artilharia, além de ser um ‘esquenta’ para a próxima fase, que é o adestramento avançado”.

Somados aos artilheiros no terreno, houve a presença de militares de diversos segmentos de apoio, totalizando cerca de 600 homens e mulheres em campanha.


Próximas fases

O Exercício Santa Bárbara foi apenas a primeira fase de uma série de treinamentos. Em setembro, tanto o estado-maior quanto a linha de tiro e outros subsistemas de Artilharia terão testes mais complexos a serem superados, quando serão realizados o Exercício Jogo de Guerra (simulação construtiva) e Exercício Agulhas Negras (simulação viva).

Os adestramentos estão interligados. Em Minas Gerais, os Grupos de Artilharia de Campanha receberam o quadro tático da simulação e, agora, prosseguirão nos estudos e preparação para os próximos treinamentos.

Como foi o Exercício Santa Bárbara 2023

Os artilheiros simularam uma série de atividades em um contexto de manobra defensiva e realizaram o disparo real.

No primeiro momento, os GAC ocuparam uma Zona de Reunião no campo de instrução. Após alguns reconhecimentos no terreno, as baterias de obuseiros e morteiros ocuparam posições provisórias, de onde poderiam alcançar o inimigo simulado em uma posição mais distante possível.

No contexto da manobra, os GAC tinham a missão de desarticular o inimigo, impedindo o avanço deles. Ao atirar, contudo, a bateria “entrega a sua posição” e precisa, rapidamente, mover-se para outro local. Esse foi outro aspecto treinado no exercício.

Houve ainda a prática do tiro noturno, evidenciando o nível de realismo que o adestramento procurou promover nas tropas de Artilharia.


Canal técnico

De acordo com o Programa de Instrução Militar do Comando de Operações Terrestres, a AD/5, por meio do canal técnico, é responsável por auxiliar na gestão do preparo das Unidades de Artilharia da 2ª DE.

Em junho, o Comandante e o estado-maior da Artilharia Divisionária da 5ª DE realizaram visita de inspeção aos GAC. Na ocasião, foram verificados os padrões de instrução de qualificação dos subsistemas comunicações, topografia, direção de tiro, linhas de fogo e observação, esta, com a utilização do software Bombarda. No fim de cada jornada, foi feita uma atividade de integração dos subsistemas, por meio de missões de tiro simuladas.



Fonte Exército Brasileiro 

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Apresentação do Projeto de Nacionalização de componentes do Leopard 1A5 BR- AGSP

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No dia 26 de julho de 2023, o Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), unidade subordinada à Diretoria de Fabricação (DF), recebeu a visita das seguintes autoridades militares: Gen Ex Fernando José Santana Soares e Silva, Chefe do Estado-Maior do Exército (EME), o Gen Div Pedro Celso Coelho Montenegro, Comandante da 2ª Região Militar (2ª RM), o Gen Div Tales Eduardo Areco Villela, Diretor de Fabricação (DF), o Gen Bda Jayro Rocha Júnior, 3º Subchefe do Estado-Maior do Exército (EME), e do Gen Bda Marcelo Rocha Lima, Chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEX).


A visita teve por finalidade apresentar a capacidade industrial do AGSP e as atividades desenvolvidas por esta Organização Militar (OM). O Tenente-Coronel Rivelino Barata Batista de Sousa, Diretor do AGSP, apresentou os principais projetos desenvolvidos no âmbito do Arsenal e conduziu as autoridades em uma visita pelas instalações onde tomam lugar os referidos projetos.

O TC Fábio Musetti de Sousa, Gerente do Projeto Cascavel, apresentou à comitiva os pormenores do Projeto de Modernização da Vtr Cascavel e da nacionalização de itens da Viatura Blindada Leopard.


Fonte AGSP 

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Os dias dos Carros de Combate estão contados? A perspectiva turca e israelense.

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Neste novo século, em especial a última década, temos acompanhado o aumento do nível de conflitabilidade no cenário mundial, desde o ataque as Torres Gêmeas, o mundo passou a experimentar a ameaça do conflito assimétrico e a introdução de novas armas e táticas no campo de batalhas, forçando a inúmeras mudanças nas cartilhas de emprego de tropas e meios blindados em especial. Além deste cenário que ganhou força no Oriente Médio e norte da África, onde vimos eclodir conflitos internos pela disputa do poder, tendo como atores principais entidades como o ISIS e outros grupos extremistas, há pouco mais de um ano, vimos um breve e surpreendente confronto entre a Armênia e o Azerbaijão, e voltamos a acompanhar um confronto entre estados-nações, com a invasão russa á Ucrânia. Esta que tem promovido inúmeras mudanças em conceitos táticos e de empregos de meios, com uma forte atuação das tecnologias remotamente controladas, as quais tem se mostrado um meio eficiente e letal no moderno campo de batalha.


Um dos pontos mais relevantes nesta análise, tem sido o papel e a importância dos carros de combate no ambiente de operação moderno, levantando inúmeras questões sobre o seu emprego e táticas frente a crescente ameaça representada hoje não apenas pelo uso de Granadas Propelidas por Foguete (RPG) e Míssil Guiado Antitanque (ATGM), os quais exigem pouco preparo de seus operadores, e tem feito verdadeiros estragos nas forças terrestres de ambos os lados no conflito, mas o crescente emprego de sistemas remotamente pilotados, os quais podem permanecer ocultos no ar em espera por alvos por um longo período, contando com um alto índice de sucesso em seus ataques.


Hoje os "Drones kamikazes", e/ou "loitering munition", são uma real ameaça contra os carros de combate e viaturas blindadas em geral. Taus capacidades em espiral crescente, levam mais uma vez ao conceito "Veneno - Antídoto", uma vez que as armaduras passivas tradicionais tornaram-se inadequadas para proteger os carros e combate no cenário moderno, portanto, tomar novos tipos de medidas torna-se uma necessidade urgente.

Diferente da opinião de alguns leigos que questionam o papel dos carros de combate no moderno teatro de operações, com alguns alegando ter chegado ao fim a era dos carros de combate, o que eu afirmo estar ainda muito longe de chegar ao fim. Porém, é clara a urgência de novas soluções ativas para atender a essa demanda.


Neste campo, os israelenses e turcos, tem conquistado destaque na concepção de soluções para ampliar a capacidade de sobrevivência dos carros de combate frente as novas ameaças. Neste campo destaco o APS Trophy, desenvolvido pela israelense Rafael, e o qual tem conquistado uma grande fatia desse nicho, sendo integrado em blindados de diversas nacionalidades.

O Trophy protege contra uma ampla variedade de ameaças antitanque, ao mesmo tempo em que maximiza a capacidade do veículo de identificar a localização do inimigo para as tripulações e formações de combate, proporcionando assim maior capacidade de sobrevivência e manobrabilidade em todos os teatros de combate.


Hoje o Trophy é adotado não apenas pelos carros de combate israelenses, mas também pelos alemães e seus Leopard 2A7, os norte americanos e seus M1A1/A2 Abrams e mais recentemente foi aprovado nas avaliações para ser integrado ao britânico Challenger 3.


Os turcos e sua emergente indústria de defesa, tem investido pesado em soluções contra as novas ameaças, seja através de sistemas ativos de proteção, quer seja com novos conceitos de defesa aérea. A turca Aselsan começou a trabalhar em tecnologias de proteção ativa e desenvolveu os sistemas de proteção ativa Pulat e Akkor. O Pulat foi desenvolvido em um período de tempo muito curto com um grande esforço, qualificado por testes contra centenas de RPGs e ATGMs. O Pulat, um dos poucos Sistemas de Proteção Ativa usados ​​operacionalmente no mundo, aumentou a capacidade de sobrevivência dos carros de combate turcos.


A Aselsan tem se destacado no cenário mundial, recentemente conquistando o contrato de modernização dos carros de combate Leopard 2A4 chilenos, e no campo de APS, vem ampliando o domínio de tecnologias de proteção ativa.

O APS Akkor, foi desenvolvido para cobrir vários requisitos definidos para os novos carros de combate turcos, como o Altay. As primeiras unidades do Akkor estão sendo entregues às Forças Armadas turcas junto com os protótipos do MBT Altay e estão atualmente em testes de campo.


A Turquia tem despontado como um celeiro de soluções em defesa de nível mundial, desenvolvendo e produzindo soluções inovadoras e com tecnologia própria, criando produtos usados ​​operacionalmente com sucesso nos recentes conflitos, seja em terra ou no ar, a indústria turca tem se destacado e emerge como uma opção viável e com qualidade, capaz de fornecer soluções e tecnologia de ponta no mesmo nível que os players europeus e norte americanos.


Por Angelo NICOLACI


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