A Condor Tecnologias Não Letais e o Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha do Brasil, assinaram um Protocolo de Execução voltado ao desenvolvimento de uma nova granada fumígena de 76 mm destinada ao emprego em veículos blindados, com produção integralmente nacional. A cerimônia ocorreu durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026 e foi acompanhada pelo GBN Defense.
O acordo estabelece as bases para o projeto, desenvolvimento e futura produção da granada, inserindo-se no esforço da Marinha do Brasil para ampliar a autonomia logística e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros em componentes críticos.
Do ponto de vista operacional, a nova granada fumígena deverá atender aos requisitos de emprego em veículos blindados, sendo capaz de gerar rapidamente uma cortina de fumaça densa para ocultação tática. Esse tipo de sistema é essencial para manobras de evasão, proteção da plataforma e redução da exposição a sensores adversários, como sistemas térmicos e designadores laser.
Mais do que o desenvolvimento de um novo item de emprego tático, o projeto representa um avanço relevante na nacionalização de capacidades sensíveis. Historicamente, parte desses insumos era adquirida no exterior, o que impactava custos, prazos e previsibilidade logística.
Com a internalização dessa capacidade, o Corpo de Fuzileiros Navais passa a contar com maior segurança no abastecimento, além de flexibilidade para manutenção de estoques em níveis adequados tanto para treinamento quanto para operações.
A iniciativa também abre caminho para oportunidades no mercado internacional. Ao dominar o desenvolvimento e a produção desse tipo de sistema, a Condor se posiciona como potencial fornecedora para outros países, ampliando a presença da indústria brasileira no segmento de defesa.
Nesse contexto, o acordo firmado durante a LAAD 2026 reforça um movimento estratégico mais amplo: o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e a busca por maior autonomia operacional, reduzindo vulnerabilidades externas e criando novas oportunidades de projeção internacional para o Brasil.
Por Angelo Nicolaci
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