A COP International 2026, encerrada nesta quinta-feira (13), no Expo Center São Paulo, permitiu acompanhar de perto diferentes soluções apresentadas pela Modirum Gespi para os setores de Defesa e Segurança. No estande da empresa, o segmento naval ganhou espaço, especialmente por reunir plataformas que já estão em operação com instituições brasileiras.
Um dos destaques foi a réplica em escala reduzida da Embarcação de Desembarque Litorâneo (EDLit), desenvolvida pela Modirum Gespi em parceria com o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). Mais do que uma maquete exposta em uma feira, a plataforma representa um projeto que já chegou ao emprego operacional e vem sendo utilizado pelos Fuzileiros.
O GBN Defense teve contato direto com essa capacidade durante a Operação Furnas 2026. Na ocasião, o jornalista Angelo Nicolaci teve a oportunidade de embarcar na EDLit e participar dos exercícios desenvolvidos na Represa de Furnas, acompanhando sua atuação junto aos Fuzileiros Navais dentro de um cenário de adestramento operacional.
A experiência em Furnas permite compreender melhor a plataforma para além de sua configuração técnica. Em operação, a EDLit mostrou sua inserção na dinâmica de um exercício que reuniu diferentes meios e capacidades, permitindo observar como a embarcação se comporta quando submetida às condições reais de uma atividade de adestramento.
Outro ponto que chamou atenção durante a visita ao estande foi a presença de uma embarcação da família Aruanã empregada pela Polícia Militar Ambiental, solução que também deve dotar a Policia Federal. Trata-se da Aruanã 29FT–TT, plataforma configurada para atender aos requisitos operacionais do órgão e que representa outra aplicação das soluções navais desenvolvidas pela empresa.
A comparação entre as duas plataformas é particularmente interessante. A EDLit surgiu de uma demanda específica do CFN e foi desenvolvida em conjunto com seu usuário militar. A Aruanã 29FT–TT, por outro lado, atende às necessidades da Polícia Militar Ambiental. São conceitos e missões diferentes, mas ambos mostram plataformas desenvolvidas pela indústria nacional que chegaram efetivamente aos seus operadores.
A presença da Modirum Gespi no setor naval vai além desses dois projetos. A empresa possui centenas de embarcações em operação em diferentes regiões do Brasil, empregadas em missões de patrulhamento, fiscalização, proteção de fronteiras, operações especiais, busca e salvamento e resposta a emergências.
O portfólio apresentado na COP também inclui sistemas aéreos, tecnologias de vigilância e monitoramento, soluções de Comando e Controle e recursos voltados à consciência situacional. A combinação dessas capacidades acompanha uma evolução do ambiente operacional, no qual plataformas, sensores e sistemas de informação precisam atuar de maneira cada vez mais integrada.
A visita ao estande mostrou, portanto, mais do que uma coleção de produtos. A EDLit representa uma capacidade que o GBN Defense já teve a oportunidade de observar em operação durante Furnas 2026, enquanto a Aruanã 29FT–TT demonstra a aplicação de outra plataforma junto à Polícia.
Em comum, as duas soluções mostram um aspecto relevante da indústria brasileira de Defesa e Segurança: projetos desenvolvidos a partir de necessidades concretas dos usuários, transformados em plataformas operacionais e submetidos à experiência de campo, onde novos requisitos e aprendizados passam a alimentar a evolução dessas capacidades.
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