quinta-feira, 14 de julho de 2016

FAB usará novo Boeing para transporte de tropas na Rio 2016

O Boeing 767-300ER, alugado pela Força Aérea Brasileira (FAB) nos Estados Unidos, para substituir o Boeing 707, conhecido como Sucatão, será usado para o transporte de tropas que farão a segurança na Rio 2016, que começa em agosto e vai até setembro. O avião chegou à Base Aérea do Galeão no último domingo (10) e está no hangar do Esquadrão Corsário da Força Aérea Brasileira (FAB), que cuidará da operação.
"As tropas estão sendo mobilizadas para que no início da Olimpíada já estejam aqui no Rio de Janeiro, para atuar na parte de segurança. São tropas que estão vindo de outros lugares e estão sendo mobilizadas para participar da segurança aqui na cidade", disse o comandante do Esquadrão Corsário, tenente-coronel Luiz Eduardo Ferreira da Silva. As datas das primeiras viagens ainda não foram definidas.
O contrato de aluguel terá duração de três anos, podendo ser prorrogado por mais um ano. De acordo com a FAB, "alugar o Boeing 767 300ER foi uma opção extremamente viável e usada internacionalmente".
Após a Paralimpíada, em setembro, o avião poderá ser usado para deslocamento de pessoal para operações militares, ações governamentais dentro e fora do Brasil, missões de ajuda humanitária ou de cunho diplomático, "a exemplo da repatriação de brasileiros, em 2006, durante os conflitos na guerra do Líbano". O tenente-coronel Ferreira da Silva lembrou que, naquela época, o esquadrão operava com o Boeing 707, o "Sucatão", que foi desativado em 2013.
"A gente vai cumprir tudo aquilo que for determinado pelo comando superior", disse Ferreira da Silva, evitando falar se a nova aeronave poderá ser utilizada para buscar brasileiros presos em outros países por razões diversas, como corrupção e lavagem de dinheiro, por exemplo.
Com a desativação do Boeing 707, o Esquadrão Corsário ficou três anos sem voar, aguardando o novo avião, que tem baixo custo operacional e grande autonomia de voo.
Ferreira da Silva informou que a aeronave tem capacidade de transportar 257 pessoas ou carga de até 38 toneladas, somados os dois porões. O comandante explicou que em uma viagem muito longa, não se pode colocar muita carga. "Se você quiser botar muita carga, não pode ir muito longe, porque interfere na questão do combustível". Por exemplo, se a aeronave decolar da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, com uma carga de até 23 toneladas, somando bagagens e passageiros, tem capacidade de voar direto, sem escala, até Moscou. Isso envolveria até 200 passageiros mais em torno de 30 quilos de carga para cada pessoa transportada.
"Estamos falando de uma aeronave que é transcontinental, já consagrada mundialmente", disse.
Amanhã (14), em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro, a FAB anunciará o esquema de controle e defesa do espaço aéreo durante os Jogos Olímpicos de 2016. Serão mais de 15 mil militares e 80 aeronaves envolvidos no evento, de acordo com o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

Fonte: Agência Brasil
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